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Zero uma vez que uma prisão em volume para tentar transladar o foco dos holofotes. Foi esse o movimento atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, ao instituir, de forma abrupta, a prisão de dez figuras públicas. A decisão chamou atenção pelo método: tomada sem ouvir a Polícia Federalista e sem revelação do Ministério Público, um tanto que acende alertas no meio jurídico.
Na prática, porém, não se trata de novidade. Moraes já adotou esse tipo de postura em outras ocasiões, penalizando pessoas por atos que não cometeram. O padrão é publicado e vem sendo criticado há anos por juristas e observadores atentos ao devido processo lítico.
Há precedentes ainda mais graves. Em decisões anteriores, foram atingidas pessoas que sequer figuravam uma vez que investigadas ou partes em inquéritos, uma vez que a esposa de Alexandre Ramagem, a mãe de Carla Zambelli e a filha de Oswaldo Eustáquio. Casos que, para muitos, extrapolam qualquer noção razoável de responsabilidade individual.
Desta vez, a manobra não surtiu o efeito esperado. As prisões foram noticiadas, mas o foco da opinião pública e da prelo continuou concentrado no caso Banco Master, que segue produzindo novos desdobramentos e questionamentos incômodos.
Para evitar que o tema esfriasse, o jornal O Mundo trouxe à tona mais um elemento sensível: o jantar entre Daniel Vorcaro e o ministro. A informação reforçou a percepção de que há muito ainda por vir.
A sensação, nos bastidores, é de que o “inferno” político de Alexandre de Moraes está unicamente no primícias. Tudo indica que a Rede Mundo dispõe de um verdadeiro arsenal de informações e que essas revelações devem continuar surgindo de forma calculada, quase cirúrgica, uma vez que em uma estratégia de desgaste progressivo.







