O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou nesta terça-feira da CPI do Transgressão Organizado no Senado e usou sua fala para proteger a política de segurança pública de sua gestão, além de criticar duramente administrações anteriores — incluindo governos do PT no projecto federalista e estadual.
Durante a sessão, Tarcísio afirmou ter reduzido os índices de roubos e homicídios ao menor patamar da série histórica e destacou ações voltadas ao enfrentamento do violação organizado. Ele também voltou a declarar que sua gestão conseguiu “rematar com a Cracolândia”, enunciação frequentemente contestada por especialistas e entidades que apontam reconfigurações, e não o término do fluxo de usuários na região.
O governador mencionou ainda que, segundo ele, o PCC se fortaleceu em períodos de governos anteriores, tanto no estado quanto no país. As afirmações fizeram segmento de sua estratégia de contrapor seu protótipo de segurança ao de antigas gestões.
Tarcísio também criticou o governo Lula, alegando que o Executivo federalista não possui uma política pátrio de segurança pública — sátira já repetida por aliados e integrantes do governo paulista.
Depois a participação na CPI, o governador divulgou um vídeo em suas redes sociais escoltado da seguinte mensagem:
“Vai ser preciso mais 20 anos de PT para a gente perceber que segurança pública nunca foi prioridade para eles? O PCC e o Comando Vermelho cresceram à sombra daqueles que hoje se dizem especialistas em segurança pública, mas que, na verdade, enxergam os bandidos porquê vítimas do cidadão de muito. Esse exposição não cola mais. Basta!”
As falas reforçam o tom político que tem marcado a relação entre o governo paulista e o governo federalista, principalmente em temas ligados à segurança. A CPI do Transgressão Organizado segue ouvindo autoridades e especialistas para investigar a atuação de facções criminosas no país.