O progressão das facções criminosas no Ceará tem revelado uma transformação significativa na lógica econômica, territorial e operacional desses grupos, que vêm ampliando suas áreas de atuação muito além do tráfico de drogas tradicional. Documentos e investigações mostram que, ao longo de 2025, organizações uma vez que o Comando Vermelho (CV), os Guardiões do Estado (GDE) e o recém-incorporado Terceiro Comando Puro (TCP) passaram a explorar serviços de internet, apostas legais e ilegais, negócio de mercadorias falsas, combustíveis, golpes virtuais, cobrança de “taxas de funcionamento” e até atividades cotidianas uma vez que a venda de chuva de coco na orla de Fortaleza. Essa diversificação econômica, inspirada em modelos do tráfico carioca, tornou-se estratégica para reduzir a sujeição do tráfico, cada vez mais impactado por apreensões policiais, disputas e perda de territórios.
Diversificação uma vez que estratégia econômica e territorial
Especialistas explicam que a expansão das facções para outros setores é resultado de uma lógica semelhante à de mercados formais: variar investimentos para reduzir riscos e maximizar lucros. Ao ampliar o leque de atividades ilícitas, as facções garantem um fluxo mais seguro de capital e fortalecem o controle sobre os territórios dominados. Assim uma vez que o narcotráfico controla serviços básicos em algumas regiões no Rio de Janeiro, grupos do Ceará perceberam que estabelecer monopólios locais — de internet a bebidas e apostas — gera renda mais previsível do que o tráfico, sujeito a perdas elevadas.
Um dos exemplos mais emblemáticos ocorreu em agosto de 2025, quando o Comando Vermelho tentou monopolizar a venda de chuva de coco e outras bebidas na avenida Orla Mar, um dos principais pontos turísticos de Fortaleza. A partido criou um grupo de WhatsApp onde ambulantes eram obrigados a receber ordens, comprar mercadorias de fornecedores ligados ao delito e remunerar taxas sob ameaço de morte. Esse incidente ilustra a tentativa de transformar até pequenos comércios informais em fontes externas de renda, reforçando o poder do grupo no território.
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O monopólio da internet: um caso inédito no Nordeste
Uma das estratégias mais lucrativas e violentas foi a tentativa de controle dos serviços de internet. Em 2025, ataques coordenados pelo CV destruíram veículos, cabos, servidores e estruturas de diversas provedoras, mormente na Grande Fortaleza e em cidades vizinhas. Os criminosos exigiam uma taxa mensal de R$ 20 por cliente de cada empresa. A recusa resultou em sabotagens que deixaram até 90% dos habitantes de cidades uma vez que Humanitarismo sem conexão.
A investigação revelou que os ataques foram ordenados por líderes da partido escondidos no Rio de Janeiro. O objetivo era formar um posse entre o CV e alguns provedores clandestinos aliados, criando um serviço de internet controlado pela própria partido e livre de concorrentes. A GDE tentou imitar o protótipo, chegando a ensaiar a geração de uma empresa com CNPJ falso, mas não conseguiu solidificar o projeto.
A polícia prendeu mais de 70 envolvidos, incluindo executores, mandantes e empresários cúmplices — demonstrando que o delito organizado já havia se infiltrado no setor do dedo cearense.
A crise financeira da GDE e a fusão com o TCP
Antes dominante, a partido cearense Guardiões do Estado (GDE) enfrentou um declínio acentuado ao longo de 2025. Estima-se que sua receita mensal girasse em torno de R$ 500 milénio, proveniente principalmente do “aluguel” cobrado do jogo do bicho — não do tráfico. A perda de territórios para o CV desestruturou sua enxovia de renda, gerando crise interna e redução de pagamentos e gastos.
Com a ingressão do Terceiro Comando Puro (TCP) no Ceará, rival direto do CV no Rio de Janeiro, a GDE passou a perder ainda mais espaço. Em setembro, depois uma série de derrotas territoriais e uma ofensiva festiva do CV, o GDE se viu forçado a se unir ao TCP. A fusão resultou na incorporação da estrutura cearense ao comando carioca.
Logo depois o proclamação, criminosos identificados uma vez que membros do TCP já ampliavam seus negócios: em novembro, três deles foram presos em Maracanaú por tomar máquinas de loteria de vendedores ambulantes, buscando monopolizar também as apostas.
Uma vez que funcionava o sistema financeiro da GDE
A GDE possuía uma estrutura organizacional surpreendentemente complexa e burocratizada. No topo, a cúpula coordenava a distribuição de drogas aos “frentes”, líderes de bairros. Inferior dela estava o Parecer Final, responsável por decisões críticas uma vez que execuções e controle de 80% dos recursos da partido.
Os níveis intermediários incluíam cargos uma vez que:
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Gerais da caixinha — cobradores de mensalidades obrigatórias dos membros.
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Gerais da biqueira — responsáveis por recolher o pagamento das drogas vendidas.
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Punição — encarregados de infligir multas e até penas de morte internas.
As principais fontes de receita eram:
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Caixinha (mensalidade obrigatória dos membros)
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Cotas de drogas “fiadas” aos frentes
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Taxas de negócios locais em territórios controlados
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Aluguel do jogo do bicho
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Multas internas
Essa estrutura mostrava que a partido operava uma vez que uma empresa informal, com fluxo de caixa, jerarquia, crédito, penalidades e arrecadação centralizada.
Propagação da violência e crimes associados
Apesar da ampliação dos negócios “lícitos”, as facções continuaram praticando crimes violentos. Em Fortaleza, comerciantes passaram a denunciar extorsões de até R$ 30 milénio para poder furar lojas no Meio. Aqueles que recusavam eram claro de represálias: a frontaria de um empresário foi incendiada depois ele confiar que se tratava de um golpe.
Casos extremos ocorreram no interno. Em Itapajé, o jovem mercador Alexandre Roger Lopes foi assassinado depois remunerar ao CV um valor menor que o exigido para manter seu espetinho funcionando. A investigação revelou uma rede de extorsões controlada por um líder lugar da partido, que atuava em diversas atividades comerciais da cidade.
Esses episódios mostram uma vez que o controle econômico se sustenta pela intimidação armada e pela violência cotidiana.
Resposta do Estado e ações de enfrentamento
Diante da escalada criminosa, as forças de segurança do Ceará intensificaram prisões, investigações e operações em 2025. Entre janeiro e outubro, foram realizadas 2.135 prisões relacionadas a grupos criminosos — um aumento de 93,2% em relação ao ano anterior.
Várias ações estratégicas se destacaram:
1. Combate aos ataques contra provedores
Em seguida denúncias de sabotagens, a SSPDS implementou um protocolo que resultou em 80 prisões. O sucesso chamou atenção de outros estados.
2. Combate aos deslocamentos forçados
Desde agosto, muro de 50 suspeitos foram presos. Pelo menos 31 investigações estão em curso.
3. Extorsões na Praia de Iracema
Dois homens foram presos depois extorquir permissionários; celulares foram apreendidos e periciados. Em seguida a ação, não houve novos relatos.
4. Reforço da perceptibilidade policial
O governo implementou:
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a geração do DRCO (Departamento de Repressão ao Violação Organizado);
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unificação de delegacias especializadas (Draco, Denarc e Desarme);
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expansão da Draco para regiões Setentrião e Sul do estado;
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fortalecimento do Batalhão de Policiamento Turístico;
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integração entre órgãos estaduais e federais no Coesi.
5. Ampliação do sistema de perceptibilidade
O número de agentes de perceptibilidade passou de 135 para 791.
O CIC (Meio de Lucidez do Ceará) passou a integrar seis agências simultaneamente, garantindo monitoramento permanente e troca de informações em tempo real.
O quadro revelado em 2025 mostra que as facções criminosas atuam cada vez mais uma vez que empresas informais, complexas e dinâmicas, diversificando atividades para prometer firmeza econômica e ampliar o controle territorial. Serviços essenciais, uma vez que internet e negócio varejista, foram incorporados às estratégias criminosas. A fusão entre GDE e TCP evidencia uma vez que derrotas territoriais podem gerar rearranjos internos de poder, fortalecendo facções nacionais. Em resposta, o Ceará tem investido fortemente em perceptibilidade, tecnologia e integração entre forças policiais.
Apesar das operações bem-sucedidas, o delito organizado segue adaptável, explorando brechas socioeconômicas e ampliando seus mercados. O repto atual não é unicamente combater o tráfico, mas enfrentar uma economia paralela complexa que afeta setores formais, atividades do cotidiano e a segurança de comunidades inteiras.
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/faccoes-criminosas-tentam-expandir-negocios-no-ceara/Manadeira/Créditos -> Aliados Brasil Solene








