O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (25) que o país quer se tornar o principal parceiro mercantil do Brasil no lugar da China, em enunciação que reforça a estratégia americana de ampliar sua influência econômica no país.
Rubio falou a repórteres a bordo do avião presidencial americano, enquanto viajava entre Israel e Procurar, a caminho da reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. No encontro, o presidente dos EUA, Donald Trump, deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir negócio, tarifas e outros temas bilaterais.
“Achamos que, a longo prazo, é vantajoso para o Brasil nos tornar seu parceiro de escolha e negócio, em vez da China”, disse Rubio. A fala ocorre em meio à disputa global entre Washington e Pequim por influência econômica e tecnológica em países emergentes, principalmente na América Latina.
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Trump admite reduzir tarifas ao Brasil sob condições
A caminho da Malásia, Trump confirmou que pode reduzir as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros — que chegam a 50% —, desde que determinadas condições sejam atendidas. É a primeira vez que o presidente americano admite publicamente uma licença no chamado tarifaço, imposto em julho por razões políticas.
“Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump durante o voo do Air Force One. “Sob as circunstâncias certas, seguramente”, afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de rever as tarifas. O áudio da conversa foi divulgado pela Vivenda Branca.
Horas depois, Lula afirmou que ainda não recebeu nenhuma exigência formal dos Estados Unidos. “Não tem exigência dele (Trump) e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode permanecer claro que vai ter uma solução”, declarou o presidente brasiliano, já em Kuala Lumpur.
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Reunião deve ocorrer neste domingo na Malásia
O encontro entre os dois presidentes está previsto para nascente domingo (26), à tarde, no Meio de Convenções de Kuala Lumpur, em uma conversa que deve marcar o início de uma novidade período no diálogo mercantil entre as duas maiores economias do continente americano.
O governo brasiliano pretende discutir a revogação do tarifaço de 40% a 50% sobre as exportações e o término das punições a autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federalista e integrantes do Executivo.
Lula disse estar cândido a conversar “sem vetos” e demonstrou otimismo quanto à possibilidade de entendimento, mesmo que parcial. “Espero que role. Vim cá com disposição para que a gente possa encontrar uma solução”, afirmou. “Tudo depende da conversa. Trabalho com otimismo que a gente possa encontrar uma solução.”
Lula,Tarifaço,Trump
https://www.infomoney.com.br/mundo/eua-querem-substituir-china-como-principal-parceira-comercial-do-brasil-diz-rubio//Natividade/Créditos -> INFOMONEY








