“Quem fala muito dá bom dia a cavalo”, dizia minha avó. E, quando o presidente Lula fala sem o teleprompter, é quase patente que vem uma novidade pérola. Foi o que aconteceu mais uma vez.
Dá para entender o que ele quis expor — à sua maneira. Se não houvesse usuários de drogas, não existiriam traficantes. Enfim, o consumo alimenta o transacção. Porquê lembra o capitão Promanação, em Tropa de Escol, naquela cena já clássica: “É você que financia essa merda cá, seu maconheiro!”.
Mas a fala do presidente vai além dessa constatação óbvia. Ela revela, de forma cristalina, a visão de mundo das esquerdas: todos seriam, de alguma forma, vítimas de um “sistema”. O ladrão que rouba alguém da classe média, por exemplo, não seria realmente culpado — ele também seria uma vítima da desigualdade e das estruturas opressoras do capitalismo.
Nesse raciocínio, a responsabilidade individual desaparece. Tudo é culpa de um sistema hórrido, controlado por uns poucos bilionários que puxam as cordas da sociedade. O quidam deixa de ser agente e se torna somente consequência.
Com essa lógica, o combate direto ao tráfico perde sentido. Enfim, traficantes, usuários e moradores de comunidades dominadas pelo violação seriam todos vítimas do mesmo “sistema”. A solução, logo, não estaria na repressão ou na responsabilização, mas em uma revolução social que traria ensino, saúde e lazer de qualidade para todos — e, com isso, o violação desapareceria por inanição.
Enquanto essa utopia não chega, a narrativa segue a mesma: ninguém é culpado de zero. Todos são vítimas.
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