A conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizada por videoconferência nesta segunda-feira (6), contou com a presença de ministros e durou tapume de 30 minutos, sendo descrita porquê ‘positiva’ pelo governo brasiliano.
Apesar do tom cordial, a escolha do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, porquê interlocutor direto nas negociações com o Brasil, abriu ponto de preocupação entre analistas políticos e diplomatas. Divulgado por uma postura integralmente contrária a regimes de esquerda na América Latina, Rubio mantém uma linhagem de críticas abertas a governos e regimes alinhados ao socialismo, além de histórico de posicionamentos contra o presidente brasiliano.
Rubio, cuja família migrou de Cuba posteriormente a subida de Fidel Castro, carrega poderoso influência do anticomunismo em sua atuação política. Desde o início do governo Trump, é visto porquê uma das vozes mais ferrenhas contra lideranças que ele identifica com o espectro ideológico de esquerda, incluindo o próprio Lula. Ele também já ligou Lula ao campo comunista latino-americano.
Desde que Trump externou a escolha, observadores passaram a sinalizar que o nome de Rubio pode simbolizar um entrave às tratativas ou, ao menos, gerar suspicácia quanto à efetividade de um meio técnico e diplomático. No entanto, há quem veja na nomeação um sinal da força de comando de Trump, com possibilidade de que o secretário alinhe seu oração à estratégia presidencial, caso o patrão do Executivo norte-americano deseje progredir nas tratativas com o Brasil.
A reunião presidencial teve caráter institucional e contou com a participação dos ministros Fernando Haddad (Herdade), Geraldo Alckmin (Indústria e Negócio) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), o que reduz o risco de mal-entendidos ou manobras de bastidor. O gesto também é interpretado porquê uma tentativa de esvaziar a tensão provocada pelo tarifaço de até 50% sobre produtos brasileiros, além das sanções contra autoridades do país.
Para interlocutores do Itamaraty, o caminho para a solução do impasse continua sendo o diálogo, ainda que haja incertezas quanto ao comportamento da diplomacia americana sob a liderança de figuras porquê Rubio. Enquanto isso, a expectativa do governo brasiliano é de que as conversas evoluam e tragam soluções práticas, capazes de restabelecer a normalidade nas relações bilaterais e distanciar os efeitos da instabilidade gerada pelas medidas recentes.
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