A mãe e o padrasto de um menino de 3 anos foram presos nesta quarta-feira (1) em Volta Redonda, no Sul Fluminense, suspeitos de terem matado a muchacho, vítima de espancamento. O transgressão aconteceu no dia 15 de setembro. A prisão foi feita pela Polícia Social do Rio, por intermédio da equipe do Setor de Homicídios da 93ª Delegacia de Polícia (Volta Redonda).
A polícia informou que as investigações começaram no dia do transgressão, 15 de setembro, uma segunda-feira, quando a mãe, Gabriela Pereira Barboza, de 30 anos, levou o menino, identificado porquê Ravi Lucca, já sem vida a uma unidade de saúde. Apesar dos esforços da equipe médica, não foi provável reanimar a vítima. Durante o atendimento inicial, ainda segundo os investigadores, foi constatada a presença de lesões incompatíveis com causas naturais, razão pela qual a Polícia Social foi acionada.
Uma perícia realizada posteriormente pelo Instituto Médico Lítico apontou sinais evidentes de violência, incluindo traumatismo cranioencefálico, infiltrações hemorrágicas no crânio e lesão no opaco, responsável por intensa hemorragia interna que levou a vítima à morte. Também foram identificados indícios de violência sexual, ainda pendentes de confirmação através de exames periciais complementares.
A polícia informou que Gabriela e o companheiro dela, identificado porquê Rodrigo dos Santos Barboza, de 32 anos, alegaram que Ravi passou mal no término de semana, e não apresentaram justificativas para as lesões encontradas no corpo dele. Testemunhas ouvidas pelos investigadores relataram ter ouvido discussões vindas do apartamento da família, além de sons de impacto e gritos durante o término de semana em que tudo aconteceu. O que, segundo a investigação, corrobora com a hipótese de que a muchacho foi vítima de agressões naquele período.
De convenção com o representante junto da delegacia de Volta Redonda, José Carlos Neto, as apurações indicam que a muchacho permaneceu em sofrimento durante horas, com hemorragias internas não tratadas, sem que os responsáveis buscassem atendimento médico, já que eles temiam que as agressões fossem descobertas.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão, nesta quarta-feira (1), foram apreendidos os celulares dos dois investigados. Também foi cumprida a decisão judicial expedida pela Vara da Puerícia e Juventude de Volta Redonda que determinou o guarida dos demais filhos da investigada, um menino de 6 anos e duas meninas, de 4 e 1 ano, que foram encaminhados ao abrigo municipal. Um desses menores teria presenciado as agressões ao irmão e está recebendo comitiva psicológico.
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