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O presidente da Câmara, Hugo Motta, está comprometido com a oposição para colocar em votação o tão aguardado projeto de anistia aos presos e condenados do 8 de janeiro. Segundo apuração da jornalista Bela Megale, do jornal O Orbe, o texto está sendo finalizado em inteiro sigilo, mas conta com espeque crescente de parlamentares alinhados ao campo conservador. A proposta reacende o debate sobre os abusos cometidos pelo STF e o uso político da Justiça contra cidadãos comuns.
Nos bastidores do Planalto, a movimentação de Motta foi recebida com pânico. Segundo integrantes do governo Lula, a simples possibilidade de o projeto ir à votação nas próximas semanas seria uma “enunciação de guerra”. O clima já é de possante tensão desde a guia sofrida pela esquerda na questão do aumento do IOF. Agora, com a anistia em taxa, Lula e seus aliados temem um novo revés, ainda mais simbólico: a perda do controle sobre a narrativa do 8 de janeiro.
Vale primar que o texto, por enquanto, não inclui qualquer menção a Jair Bolsonaro, que segue sendo mira de perseguições e julgamentos no STF. Ainda assim, o impacto da aprovação da anistia seria devastador para o governo petista, que insiste em usar o incidente uma vez que forma de silenciar opositores e manter sua base militante em alerta regular. O progressão do projeto revela um contragolpe legislativo articulado por forças da direita institucional.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, tem sido um dos entusiastas da proposta. Segundo aliados, ele garantiu que a tramitação será rápida e articulada entre Câmara e Senado. O nome de Davi Alcolumbre, presidente da CCJ do Senado, também circula uma vez que peça-chave nas negociações — um sinal simples de que o Congresso já não se curva mais aos desejos do STF e do Palácio do Planalto.
Enquanto o PT tenta desesperadamente desqualificar o projeto, a base conservadora se fortalece em torno de uma taxa que toca diretamente o coração da direita brasileira: a libertação dos brasileiros injustamente presos, rotulados de “terroristas” exclusivamente por protestarem. A expectativa agora é que o texto ganhe corpo e vá a plenário nas próximas semanas, abrindo um novo capítulo no embate entre autoritarismo togado e o poder do voto popular.
https://jornalbrasilonline.com.br/lula-faz-desaforo-a-milei-em-buenos-aires-2//Natividade/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE









