Lawrence Maximus – 01/07/2025 16h15
O programa nuclear do Irã permanece no núcleo de intensos debates internacionais, mormente posteriormente os recentes ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra suas principais instalações nuclear.
Embora as potências ocidentais tenham afirmado que essas ações visavam desacelerar significativamente o progresso das ambições nucleares de Teerã, especialistas e autoridades da Sucursal Internacional de Força Atômica (AIEA) sugerem que o país pode retomar o enriquecimento de urânio em um período relativamente pequeno, levantando preocupações sobre a eficiência dessas operações militares.
De congraçamento com Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, os ataques não resultaram na completa eliminação das capacidades nucleares iranianas. Em entrevista à CBS News, Grossi declarou que “as capacidades que eles (os iranianos) têm estão lá” e que “em questão de meses, eu diria, algumas cascatas de centrífugas poderão estar girando novamente”.
Essa certeza contradiz diretamente as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ter “obliterado completa e totalmente” o programa nuclear iraniano.
Embora os danos às instalações nucleares sejam evidentes, análises preliminares da Sucursal de Lucidez de Resguardo do Pentágono indicam que o impacto foi restringido, atrasando o programa em aproximadamente seis meses. Esse diagnóstico é reforçado por informações obtidas pelo jornal The Washington Post, que revela interceptações de comunicações iranianas nas quais oficiais afirmam que os ataques não foram tão devastadores quanto previsto.
Outro ponto crítico diz reverência ao estoque de urânio enriquecido que pode ter sido enterrado ou realocado antes dos bombardeios. De congraçamento com fontes israelenses, pequenas quantidades de material nuclear podem ter sido transferidas para locais seguros antes das operações militares. Outrossim, autoridades israelenses afirmam que grandes volumes de urânio enriquecido permanecem soterrados sob os escombros das instalações atingidas, particularmente em Fordow e Isfahan. Porém, a extração desses materiais é vista porquê um risco ambiental considerável, o que explica a decisão de evitar ataques diretos a essas áreas.
Esse cenário de incerteza é exacerbado pela falta de transparência por segmento do governo iraniano. O legado do Irã nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, reafirmou que o enriquecimento de urânio “nunca parará”, argumentando que seu país possui o “recta inalienável” de desenvolver atividades nucleares pacíficas. Essa postura reflete a regra de Teerã em preservar sua infraestrutura nuclear, mesmo diante de pressões internacionais.
Em suma, a dificuldade do cenário atual reflete a tensão geopolítica entre o Irã e as potências ocidentais, exigindo vigilância tanto quanto a premência de soluções diplomáticas.
Lawrence Maximus é investigador político, exegeta internacional de Israel e Oriente Médio, professor e jornalista. Rabino em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. |
* Levante texto reflete a opinião do responsável e não, necessariamente, a do Pleno.News.
Leia também1 Irã: Satélite detecta atividade em Fordow, posteriormente ataques dos EUA
2 Aiatolá emite ordem para matar Donald Trump e Netanyahu
3 Governo Trump: Harvard violou direitos de estudantes judeus
4 No Chile, ex-ministra comunista será candidata à presidência
5 Gaza: Trump vai ser “firme” com Netanyahu para fechar guerra
O responsável da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo observação.
Irã,programa nuclear,urânio enriquecido
https://pleno.news/opiniao/lawrence-maximo/enterrado-ou-movido-incertezas-sobre-os-estoques-de-uranio-do-ira.html/Manadeira/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE







