A revelação realizada neste domingo (29) na Avenida Paulista em esteio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e organizada pelo pastor Silas Malafaia sob o lema “Justiça já”, está gerando debates — não exclusivamente políticos, mas também matemáticos.
De tratado com um levantamento divulgado pelo Monitor do Debate Político, projeto ligado à Universidade de São Paulo (USP), o público presente atingiu o pico de 12,4 milénio pessoas às 15h40, horário de maior concentração.
A enumeração, realizada por meio de imagens aéreas analisadas com auxílio de perceptibilidade sintético, afirma ter precisão de 72,9% e acurácia de 69,5%, com margem de erro de até 1,5 milénio pessoas para mais ou para menos.
A reação dos apoiadores do ex-presidente foi imediata. Muitos questionaram a verdade dos números, acusando o estudo de subestimar propositadamente a adesão ao ato. Nas redes sociais, a pergunta mais recorrente foi: “Quem acredita nos números da USP?”
Silas Malafaia, que bancou e liderou a organização da revelação, também criticou os dados. Para ele, a presença massiva na Avenida Paulista foi “claramente superior a dezenas de milhares” e que a estimativa divulgada seria uma tentativa de minimizar a força do movimento.
“Querem desmobilizar e deslegitimar a indignação popular. Isso só mostra o quanto o sistema teme uma revelação espontânea e ordeira porquê essa”, disse o pastor em nota.
O Monitor do Debate Político, por sua vez, defendeu sua metodologia. Segundo os pesquisadores, o padrão utilizado vem sendo testado e ajustado desde 2013, e já foi aplicado em diversas manifestações políticas, tanto à esquerda quanto à direita. O projeto é reconhecido por priorizar transparência na coleta de dados e carência de viés partidário.
Todavia, porquê em manifestações anteriores, a estimativa de público se transformou em mais uma disputa simbólica. Enquanto organizadores falam em “centenas de milhares”, especialistas pedem cautela e lembram que percepção visual e estimativas técnicas nem sempre caminham juntas.
Além da controvérsia sobre os números, o ato também foi marcado por gritos contra o STF, cartazes pedindo punição ao ministro Alexandre de Moraes e clamores por anistia aos presos do 8 de janeiro, reforçando o tom de embate institucional e a narrativa de perseguição política a Bolsonaro — que foi tornado réu pela Namoro em março, sob arguição de tentativa de golpe de Estado.
A divergência em torno da enumeração de público, que deveria ser um oferecido técnico, revela mais uma vez porquê, no Brasil polarizado, até a matemática virou campo de guerra política.
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