O Instituto Vernáculo de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas próximas à média em grande secção do Brasil em julho. No setentrião da Região Setentrião, oeste do Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul, os volumes devem permanecer inferior da média. Já nos extremos oeste, setentrião e nordeste do país, a tendência é de chuvas supra da média.
Na Região Setentrião, o leste do Acre, o noroeste do Amazonas e o setentrião do Pará devem registrar chuvas mais localizadas. Em contrapartida, o Amapá e a mote de Roraima com o Amazonas devem ter precipitações inferior da média. Nas demais áreas, os volumes tendem a se manter próximos ao padrão histórico.
No Nordeste, são esperadas chuvas supra da média no setentrião do Ceará, sudoeste da Paraíba, leste e meio de Pernambuco e nordeste de Alagoas, com acumulados superiores a 60 mm. No restante da região, os volumes devem seguir a média, com tendência de redução no interno, porquê é típico do período.
Núcleo-Sul deve ter pouca chuva e altas temperaturas
As regiões Núcleo-Oeste e Sudeste devem registrar acumulados inferior de 50 mm, com volumes próximos à média. No sudoeste do Mato Grosso e no oeste do Mato Grosso do Sul, pode chover levemente supra da climatologia.
Na Região Sul, a previsão indica chuvas supra da média no centro-leste do Paraná e no sul do Rio Grande do Sul, com acumulados que podem passar dos 130 mm. No nordeste do Rio Grande do Sul e oeste do Paraná, os volumes devem permanecer inferior da média. As demais áreas tendem a manter os níveis históricos.
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A previsão também aponta temperaturas supra da média em quase todo o país. Os maiores desvios devem ocorrer no centro-sul do Pará, setentrião e sudoeste do Mato Grosso, e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com máximas entre 25°C e 28°C. No leste do Nordeste e setentrião do Sudeste, os termômetros devem marcar entre 24°C e 26°C.
Inmet: cultivação poderá ser afetada
A combinação de calor e chuvas irregulares pode afetar culturas permanentes e pastagens no centro-sul do Pará, onde há menor reposição hídrica. Também há risco para lavouras irrigadas com subida demanda evaporativa.
As chuvas supra da média na região conhecida porquê Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia) podem beneficiar a terceira safra de feijoeiro e milho. Já no Matopiba, há risco de estresse hídrico, principalmente para o milho em período de floração.
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No Núcleo-Oeste, o tempo sedento favorece a colheita do milho segunda safra e do algodão. No Sudeste, o clima ajuda a colheita de moca e cana-de-açúcar. Porém, a subida temperatura e a baixa umidade exigem manejo diligente do solo. Geadas pontuais podem prejudicar o milho reprodutivo, mas beneficiar o trigo em início de desenvolvimento.
Na Região Sul, a previsão de chuvas pode dificultar a semeadura das culturas de inverno. O risco de geadas aumenta, o que pode afetar hortaliças e frutíferas.
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