A deputada federalista Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil e está em segurança na Itália. O ex-apresentador Paulo Figueiredo disse que conversou com a parlamentar por telefone, direto do aeroporto, e divulgou a informação.
Procurada, a assessoria da deputada afirmou não saber seu paradeiro. O Supremo Tribunal Federalista (STF) condenou Zambelli a dez anos de prisão, e ela anunciou que não pretende retornar ao país.
Aliás, argumentou que vai seguir atuando no exterior, com foco em denunciar ministros da Galanteio, à semelhança do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva da deputada. Também ordenou o bloqueio de seus bens, salários, contas bancárias, veículos, imóveis e passaportes.
A parlamentar confirmou que deixou o país menos de um mês depois da pena no STF, e o ministro tomou a decisão em seguida. Segundo Moraes, a fuga representa tentativa de evadir da responsabilização criminal.
“A ré declarou que pretende martelar nas condutas criminosas, para tentar descredibilizar as instituições brasileiras e combater o próprio Estado Democrático de Recta, o que justifica, plenamente, a decretação de sua prisão preventiva”, disse o magistrado.
A Polícia Federalista enviou nesta quarta-feira, 4, o pedido de inclusão de Zambelli na disseminação vermelha da Interpol. A decisão, no entanto, não é automática. O juízo da organização internacional, com sede em Lyon, na França, ainda precisa determinar a solicitação.
Casos semelhantes, porquê o do jornalista Allan dos Santos, foram rejeitados. Na ocasião, a Interpol entendeu que o Brasil não havia apresentado informações suficientes.
Zambelli deixou o Brasil por via terrestre rumo à Argentina. De lá, embarcou para os Estados Unidos e, segundo aliados, passou a se movimentar em direção à Europa. A deputada possui cidadania italiana e afirmou que escolheu o continente europeu para “denunciar ao mundo” a atuação do STF.
Zambelli acumula condenações e processos
No mês pretérito, a 1ª Turma do STF condenou Zambelli por comandar uma tentativa de invasão a sistemas do Recomendação Pátrio de Justiça (CNJ), com suporte do hacker Walter Delgatti. A resguardo recorreu da decisão.
Aliás, ela responde a outros dois processos. Em janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo cassou seu procuração por supostamente disseminar desinformação eleitoral.
+ Leia também: “STF marca sessão extraordinária para julgar recurso de Zambelli”
Em março, o STF formou maioria para condená-la a cinco anos de prisão por porte ilícito de arma de queima e constrangimento ilícito, depois do incidente em que sacou uma revólver nas ruas de São Paulo durante o segundo vez das eleições de 2022. O caso aguarda desfecho por pedido de vista de Kassio Nunes.
https://revistaoeste.com/politica/carla-zambelli-se-refugia-na-italia-depois-de-deixar-o-brasil//Nascente/Créditos -> REVISTA OESTE




