A estudante de jornalismo e influenciadora colombiana María José Estupiñán, de 22 anos, foi assassinada a tiros na manhã de 15 de maio, em frente à sua moradia em Cúcuta, por um varão que se passou por entregador.
Segundo testemunhas, o atacador fingiu entregar chocolates antes de sacar a arma e disparar contra o rosto da jovem, que morreu na hora. O ataque foi registrado por câmeras de segurança, e o suspeito já foi identificado pela polícia.
María José estudava Notícia Social na Universidade Francisco de Paula Santander e se preparava para uma viagem a Cartagena no dia do violação. Vestindo roupas esportivas, ela havia feito de voltar da ateneu quando foi abordada pelo criminoso, que fugiu a pé em seguida o disparo. A tragédia causou grande comoção nas redes sociais, onde a vítima compartilhava sua rotina e planos profissionais.
O caso ganhou repercussão pátrio pelas semelhanças com o assassínio da mexicana Valeria Márquez, morta dois dias antes durante uma transmissão ao vivo. Ambas eram jovens influenciadoras e foram mortas por homens que usaram o dissimulação de entregadores para se aproximar. As comparações reacenderam o debate sobre a violência de gênero e a impunidade desses crimes na América Latina.
De consonância com autoridades locais, María José havia denunciado seu ex-namorado por violência doméstica em 2018. Um dia antes de ser morta, ela recebeu uma decisão judicial favorável, determinando que o atacador lhe pagasse uma indenização de 30 milhões de pesos (murado de R$ 40 milénio). Há indícios de que ele a perseguia e continuava com abusos psicológicos, o que levanta suspeitas sobre sua participação no homicídio.
Asesinan a otra Influencer, el agresor fingió ser un repartidor.
María José Estupiñan conocida porquê “la mona” fue asesinada en Cúcuta Colombia el pasado 15 de mayo por la mañana. A través de redes sociales de difundieron imágenes del momento en que el presunto feminicida huye. pic.twitter.com/4Y7cGiUcUQ
— Juan Carlos Robles (@JuanCarlosRR_Tv) May 17, 2025
A diretora da organização “Mujer Denuncia y Muévete”, Alejandra Vera, afirmou à prensa lugar que María José ativou os protocolos legais e pediu medidas de proteção. Mesmo assim, não recebeu a segurança necessária. Para Vera, o Estado colombiano falhou em prometer a integridade da jovem, que já havia solicitado ajuda às autoridades para viver sem violência.
O comandante da Polícia Metropolitana de Cúcuta, coronel William Quintero, informou que o violação está sendo investigado porquê provável feminicídio, dada a existência de denúncias anteriores contra o ex-companheiro. As autoridades buscam evidências para responsabilizar o responsável do violação e prevenir novos casos semelhantes.
A jovem sonhava em ser apresentadora de televisão e estava no sétimo semestre do curso de jornalismo. O velório e o enterro de María José ocorreram no término de semana seguinte ao violação.
Nascente: R7
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