Nos bastidores do Supremo Tribunal Federalista (STF), uma movimentação silenciosa chamou atenção: três juízes deixaram o gabinete do ministro Alexandre de Moraes entre janeiro e março deste ano. A saída coincide com o escândalo envolvendo áudios vazados de decisões estratégicas no Judiciário.
A informação foi revelada pelo jornal Estadão nesta quarta-feira (2) e ganhou destaque em seguida o indiciamento de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e figura próxima de Moraes.
Entre os que deixaram a equipe está o desembargador Airton Vieira, considerado o braço recta de Moraes nas decisões criminais. Vieira atuava uma vez que juiz instrutor desde 2018 e esteve envolvido diretamente no caso de vazamento noticiado pela Folha de S.Paulo. Os áudios revelaram que ele e Tagliaferro compartilhavam informações de forma irregular para subsidiar decisões do ministro.
Além dele, também se desligaram do gabinete os juízes auxiliares Rogério Marrone de Castro Sampaio, que atuava desde fevereiro de 2018, e André Solomon Tudisco, que havia ingressado na equipe em junho do ano pretérito. Ambos pertencem ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e estavam cedidos ao STF.
Atualmente, Moraes mantém unicamente um juiz facilitar da equipe original: Rafael Tamai Rocha, também do TJSP. Conforme normas do Supremo, os magistrados podem permanecer por até dois anos no função, salvo em casos excepcionais com autorização específica.
Curiosamente, Alexandre de Moraes é o único ministro autorizado a ter quatro juízes em sua equipe — os demais ministros contam com até três auxiliares. A licença próprio reforça o poder concentrado em seu gabinete, o que acende ainda mais o alerta diante das recentes baixas e dos escândalos associados.
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