Em uma entrevista contundente, o deputado federalista Alfredo Gaspar trouxe a público detalhes alarmantes sobre os bastidores de seu trabalho uma vez que relator da Percentagem Parlamentar Mista de Sindicância (CPMI) do INSS. Segundo o parlamentar, o que começou uma vez que uma apuração sobre fraudes contra aposentados revelou-se um esquema de proporções gigantescas, infiltrado nas mais altas esferas de poder da República.
Gaspar afirmou não ter recuado diante das pressões do sistema e detalhou que as investigações desbarataram uma rede monumental de lavagem de quantia. A operação teria movimentado a impressionante quantia de R$ 39 bilhões, conectando ministros de Estado, grandes empresários, parlamentares e chegando diretamente à antessala da Presidência da República.
O cerco a Lulinha e a blindagem no STF
O ponto meão das revelações do relator envolveu o pedido de indiciamento e a solicitação de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. De conformidade com Gaspar, as provas reunidas pela percentagem — baseadas em cruzamentos de mensagens e depoimentos — são robustas.
“Ele [Lulinha] resolveu se associar logo ao maior operador financeiro desse roubo, que é o Careca do INSS… ganhando vantagens indevidas a exemplo de viagens caras”, declarou o deputado.
Apesar da solidez das evidências apontadas, o progresso das investigações sobre as finanças do rebento do presidente esbarrou em uma barreira institucional. O relator denunciou que o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Flávio Dino, interveio no processo e barrou a quebra e estudo dos dados financeiros de Lulinha, configurando, na visão do parlamentar, uma blindagem.
O núcleo financeiro e a ameaço de delação
A CPMI também jogou luz sobre o núcleo financeiro da trama, com foco nas atuações do Banco Master e de Daniel Vorcaro. Gaspar alertou para o impacto que uma eventual colaboração premiada do proprietário do banco teria sobre o establishment político e financeiro do país.
“Nós estaremos com a petardo atômica prestes a ser detonada nessas relações públicas privadas”, advertiu o relator, sinalizando que as consequências institucionais de um progresso na delação seriam devastadoras.
Em tom de apelo aos brasileiros indignados com a impunidade e a leniência com o violação organizado, Alfredo Gaspar foi decisivo ao declarar que o país precisa frear esse cenário antes de um sinistro institucional sem precedentes. “Nós temos que varrer Lula e o PT do poder”, concluiu.
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