Merval Pereira, do O Orbe, afirma que STF tornou-se prenúncio à democracia
Em item publicado no último domingo (19), o jornalista e integrante do Recomendação Editorial do Grupo Orbe, Merval Pereira, fez críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federalista (STF). Segundo ele, a Golpe tornou-se uma prenúncio à democracia brasileira.
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Críticas aos “exageros” da Golpe
No texto intitulado “Os Supremos”, Pereira avalia que o tribunal se inseriu em um “jogo político” que tem funcionado uma vez que “instrumento de medidas autoritárias”. O participador destaca mormente a atuação do ministro Alexandre de Moraes uma vez que exemplo dos “exageros” praticados pela instituição.
O colunista reconhece que tais ações não foram combatidas adequadamente por setores da prelo, incluindo ele próprio. “O questionário das Fake News, por exemplo, mal iniciado há sete anos, foi muito criticado no momento por falhas técnicas, uma vez que a indicação do ministro Alexandre de Moraes uma vez que relator sem que houvesse um sorteio obrigatório. Mas seus exageros nunca foram combatidos com o devido rigor por boa secção da prelo profissional, inclusive eu, no entendimento de que o objetivo final era correto. Só que não. A situação política permitiu que aflorassem em alguns dos membros do Supremo seus instintos mais primitivamente autoritários, contidos pelo envolvente democrático que começou a se esvair no governo Bolsonaro”, avaliou.
Origem dos impulsos autoritários
Segundo Merval, os impulsos autoritários do STF emergiram uma vez que reação ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que “tinha o objetivo de dar um golpe de Estado”. Nesse contexto, aqueles que “defendiam a democracia em diversos níveis nacionais se uniram em prol do Supremo”, endossando medidas que posteriormente se revelaram “exageradas”.
O jornalista argumenta que a “fórmula mais usada em governos autoritários” para controlar a democracia sem que suas instituições “deixem de funcionar na semblante” é justamente utilizar a última instância da Justiça, responsável por “definir quem está notório ou inverídico”.
Espírito vingativo dos ministros
Uma vez que exemplo do que considera “espírito vingativo” por secção dos ministros, Pereira citou “a ressurreição de propostas já engavetadas, ora com a sugestão de medidas que reduzem o poder do Senado para impedir membros da Golpe, ou para reduzir o contextura das CPIs; ora para ameaçar um senador que, nos estritos poderes que lhe confere a Constituição, indiciou três deles por motivos reais, mas por meio de instrumento inoportuno”.
Inversão da prenúncio
Na desfecho de sua estudo, Merval Pereira faz uma asseveração categórica sobre a mudança no cenário político pátrio. “Já não é mais um governo dominador que prenúncio o Supremo, é o Supremo que prenúncio a democracia”, declarou.
O colunista ainda analisa que a Golpe tem impedido que seus ministros envolvidos em denúncias “graves” de prevaricação sejam adequadamente investigados. “Fica a sensação de que se sentem supra de todos os demais poderes da República, não exclusivamente na retórica. Uma vez que definiu o ministro Gilmar Mendes, o nome é Supremo ‘porque nós somos supremos’”, citou.
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