Boulos, taxa das blusinhas e revogação entram no núcleo do debate no governo Lula
Durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, o ministro da Secretaria-Universal da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a chamada “taxa das blusinhas” não nasceu de iniciativa do governo federalista e defendeu que a revogação da medida pode ser colocada em debate. O incidente gerou reação imediata de jornalistas no estúdio, que lembraram o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sanção da norma.
Questionado por Andréia Sadi sobre a possibilidade de o Palácio do Planalto rever a cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50, Boulos declarou que a inclusão da taxação ocorreu no Congresso, sob pressão do varejo pátrio. Na entrevista, ele sustentou que o texto original enviado pelo governo não previa a chamada “taxa das blusinhas” e disse considerar razoável que o tema volte à mesa para reavaliação.
A fala, porém, foi prontamente confrontada no programa. A jornalista Flávia Oliveira observou que a responsabilidade pela medida não pode ser atribuída somente ao Legislativo, já que o presidente Lula sancionou a proposta aprovada pelo Congresso. Na mesma traço, Octavio Guedes destacou que, na estação, o argumento usado pelo governo em resguardo da cobrança foi a proteção de empregos no Brasil e da indústria pátrio.
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Ao responder, Boulos afirmou que não estava retirando do Executivo a responsabilidade pela sanção. Segundo ele, sua reparo se limitava ao vestuário de que a proposta inicial do governo não continha essa tributação específica. O ministro disse ainda que uma eventual revisão deveria levar em conta dados concretos, porquê o número de empregos preservados e o impacto da cobrança sobre milhões de consumidores que compram por plataformas digitais.
A taxação sobre compras internacionais de até US$ 50 foi sancionada por Lula em junho de 2024, por meio da Lei 14.902/2024. A norma estabeleceu cobrança de 20% de Imposto de Importação para remessas nessa fita de valor, além do ICMS já incidente nas operações. O texto autenticado foi incorporado ao projeto do programa Movimentar, que tramitou no Congresso Pátrio.
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