Moraes arquiva pedido da PF contra Casagrande e nega indícios de advocacia administrativa
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou o arquivamento de uma representação da Polícia Federalista que solicitava a lhaneza de sindicância contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).
A decisão foi proferida na sexta-feira (27) e analisava supostas irregularidades que poderiam ser investigadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Moraes rejeita versão da Polícia Federalista
A Polícia Federalista apontou indícios de uma provável relação de reciprocidade entre Casagrande e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, recluso desde dezembro no Rio de Janeiro.
— CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE —
Segundo os investigadores, mensagens extraídas do celular do magistrado sugeriam um “envolvente de troca de favores potencialmente criminosos”, o que poderia configurar advocacia administrativa, prevista no cláusula 321 do Código Penal.
Moraes, no entanto, rejeitou essa versão. Para o ministro, não há comprovação de que o governador tenha atuado com intenção de tutelar interesses privados.
“Não restou demonstrado que o governador tenha, com consciência e vontade, atuado para tutelar interesses alheios”, afirmou na decisão.
Conversas analisadas não comprovam delito
Entre os diálogos citados pela PF, está uma troca de mensagens de julho de 2024. Na ocasião, Casagrande enviou ao desembargador um resumo de uma ação de improbidade envolvendo o prefeito de Serra (ES), André dos Santos Sampaio (PSB).
O governador questionou sobre a possibilidade de contato com o relator do processo. Posteriormente, o desembargador indicou que o tema estaria “resolvido”.
Outro ponto levantado pela investigação envolve um pedido de Macário para agilizar a cessão de um policial penal ao seu gabinete. A PF suspeitava de eventual condicionamento desse pedido a interesses do governo estadual.
Apesar disso, Moraes concluiu que o material não apresenta elementos mínimos para justificar a lhaneza de investigação criminal.
Caso segue em apuração no STJ
Embora tenha arquivado o pedido contra Casagrande, o ministro determinou o envio de outra representação ao STJ. O novo procedimento investiga a provável existência de uma rede de influência envolvendo o desembargador.
A apuração se baseia em mensagens encontradas no celular do empresário Adilson Ferreira, apreendido durante a Operação Baest, realizada em maio de 2025.
Segundo investigadores, há indícios de atuação do magistrado em processos ligados a interesses empresariais e licitações da Secretaria de Instrução do Espírito Santo.
Desembargador segue recluso e sob investigação
Macário Ramos Júdice Neto permanece suspenso na Enxovia Pública Constantino Cokotós, em Niterói. Ele foi recluso no contexto da Operação Unha e Mesocarpo, que apura vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun.
A investigação mira uma rede ligada ao tráfico internacional de drogas e armas, associada ao Comando Vermelho.
Até o momento, as defesas dos citados não se manifestaram.
Governador reage e fala em decisão justa
Em nota, Casagrande afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade e declarou que “a justiça prevaleceu”.
O governador sustentou que os diálogos mantidos com o desembargador foram de natureza institucional e sem teor sigiloso.
Você também vai se interessar por:
Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro posteriormente parecer da PGR
Avião com 125 a bordo cai na na região amazônica e deixa dezenas de mortos e feridos
News Atual: Teor produzido com base de lucidez sintético e revisão editorial humana.
— CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE —
https://www.newsatual.com/moraes-barra-investigacao-pf-contra-aliado-lula//Manadeira/Créditos -> NEWS ATUAL








