Enunciação foi feita posteriormente a deputada trans assumir presidência da Percentagem de Resguardo dos Direitos das Mulheres
O apresentador Carlos Tamanho, sabido porquê Ratinho, comentou publicamente a escolha da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Percentagem de Resguardo dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados. Durante seu programa no SBT, exibido na quarta-feira, 11, ele afirmou discordar da indicação da parlamentar transexual para o função.
Ratinho, que comanda o Programa do Ratinho, criticou a decisão ao falar sobre a elaboração da percentagem e a escolha da deputada para liderar o colegiado.
Glosa surgiu durante debate sobre a presidência da percentagem
Ao abordar o tema, o apresentador questionou a decisão de colocar uma mulher trans primeiro de um espaço institucional voltado às pautas femininas. Durante a discussão, ele declarou que, em sua visão, para ser mulher “tem que ter útero”.
Ratinho também mencionou que, na sua opinião, havia outras mulheres que poderiam assumir a função.
“Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans.
Não tenho zero contra trans, zero. Mas se tem outras mulheres… a mulher mesmo. Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até reverência todo mundo que.., né? É a percentagem lá da resguardo dos direitos da mulher. Eu reverência todo mundo que tem comportamento dissemelhante. Tá tudo perceptível para mim. Tá tudo perceptível.
Agora, mulher, para ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar, tem que permanecer chata três, quatro dias, tem que menstruar, tem que ter útero.
A dor do parto… Vocês pensam que a dor do parto é fácil? Tem que fazer o negócio de papanicolau.
Com tanta mulher lá, vai dar… eu não sei, eu sou contra. Eu acho que devia deixar uma mulher ser ser presidente da percentagem das mulheres”, disse o apresentador sob aplausos de uma plateia formada por mulheres.
Apresentador afirma não ter zero contra a deputada
Posteriormente as críticas, Ratinho afirmou que não possui qualquer problema pessoal com a parlamentar e ressaltou que não tem zero contra pessoas trans.
“Quero expressar que eu não tenho zero contra a deputada Erika, eu não tenho zero contra ela, zero. Não me fez zero. Ela só fala muito, né? Ela fala muito. Ela é boa de prosa, né? Ela é boa de prosa, né? Agora não tenho zero contra ela, mas eu acho que devia ser uma mulher”, continuou.
Questionamentos sobre experiência feminina
Durante a mesma fala, o apresentador levantou dúvidas sobre se Erika Hilton compreenderia as dificuldades enfrentadas por mulheres que nasceram biologicamente do sexo feminino.
Segundo ele, a experiência de quem nasceu mulher poderia ser dissemelhante da vivida por uma pessoa trans.
“Logo, para quem não sabe, a deputada Erika Hilton, ela é trans. Mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Por que não é fácil ser mulher.
E se fosse o contrário? Imagina se uma mulher trans fosse proteger as pautas relacionadas ao público masculino. Estaria perceptível também? Não estaria.
Gente, a gente tem que o Brasil… É, tá perceptível. Vamos se modernizar (sic), vamos ter inclusão. Mas não precisa exagerar, não precisa exagerar. Estão exagerando.”
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Erika Hilton
https://www.contrafatos.com.br/ratinho-diz-que-para-ser-mulher-tem-que-ter-utero-ao-comentar-sobre-erika-hilton//Natividade/Créditos -> INFOMONEY





