Primeira-dama chegou antes de Lula e cumpre agenda em Seul enquanto presidente está na Índia
A primeira-dama Janja da Silva está hospedada no Lotte Hotel Seoul, na capital da Coreia do Sul. No estabelecimento cinco estrelas, uma suíte de 76 metros quadrados, com dois ambientes, pode compreender R$ 7.625 por diária. Já o quarto mais simples na torre principal tem valor aproximado de R$ 1.750 por noite para um adulto, segundo informações disponíveis no site do hotel.
Localizado em Myeongdong, região médio e turística de Seul, o Lotte Hotel integra um dos maiores conglomerados empresariais sul-coreanos. O multíplice é constituído por duas torres e oferece restaurantes de subida gastronomia — com opções premiadas das culinárias francesa, japonesa e coreana —, além de spa, piscina coberta, liceu, salão de eventos, serviço de concierge e andares executivos com atendimento restrito. As suítes incluem sala de estar separada, banheiros revestidos em mármore e vista panorâmica da cidade.
Comitiva e agenda solene
Janja viajou acompanhada de uma assessora. Integrantes do Palácio do Planalto também estão hospedados no mesmo multíplice, porém em outra torre. O presidente Lula da Silva e ministros que integram a comitiva devem permanecer no hotel depois chegarem ao país neste domingo, 22, vindos de compromissos oficiais na Índia.
A primeira-dama está em Seul desde quinta-feira, 19, e integra a equipe precursora responsável por organizar a visitante de Estado do presidente. Nesta sexta-feira, 20, ela se reuniu com jovens brasileiros residentes na Coreia do Sul que atuam uma vez que influenciadores digitais.
Também está prevista visitante ao Museu Pátrio do Folclore da Coreia, onde participará de exposição sobre o Carnaval brasílio ao lado da primeira-dama sul-coreana, Kim Hea-Kyung.
Antes de embarcar, Janja participou, em São Paulo, de encontro com representantes da comunidade coreana no Brasil. Na ocasião, recebeu um hanbok, traje tradicional da Coreia do Sul.
Gastos com viagens internacionais
Desde a posse de Lula, em janeiro de 2023, o governo federalista ampliou a agenda internacional do presidente. Levantamentos baseados em dados do Portal da Transparência e informações oficiais indicam que as despesas com viagens ao exterior — incluindo passagens, hospedagem, diárias, logística e escora diplomático — já somam centenas de milhões de reais, considerando deslocamentos presidenciais e comitivas ministeriais.
Estimativas apontam que os gastos com pessoas sem missão formal, uma vez que é o caso da primeira-dama, cresceram 213% neste governo. Integrantes do Executivo defendem que as viagens fazem secção de uma estratégia de “reposicionamento” do Brasil no cenário internacional. Já críticos questionam os custos das agendas externas em meio ao cenário fiscal doméstico.
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