Governador de São Paulo compara desfile da Acadêmicos de Niterói a casos que tornaram Bolsonaro inelegível
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez duras críticas à homenagem prestada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o desfile deixou de mencionar episódios negativos ligados ao partido.
Segundo Tarcísio, “faltaram alas” que fizessem referência a escândalos porquê “Mensalão” e “roubados do INSS”.
Críticas a escândalos e gestão do PT
No vídeo, o governador afirmou que o partido estaria desconectado das demandas da população.
“O status do PT está conquistado. Não cuida das pessoas e não constrói as bases para o desenvolvimento consistente. Aliás, todos sentimos falta no desfile de algumas alas. Por exemplo, a flanco ‘os Correios faliram e o Lula não viu’. Ou quem sabe, a flanco ‘de pai para rebento’ ou ‘de volta à cena do transgressão’. Ou quem sabe ainda, a flanco dos roubados do INSS’. Também faltaram alusões ao Mensalão, ao Petrolão, Sete Brasil, Rombo dos Postalis, ao caso Abreu e Lima, a Operação Acrônimo e por aí vai. O que não falta é escândalo. Um verdadeiro carnaval com o nosso numerário. Está na hora de combinar”, afirmou o governador em trecho a gravação.
Conferência com Bolsonaro e inelegibilidade
Tarcísio também comparou o desfile com episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em ano eleitoral, que resultaram em sua inelegibilidade.
“Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei”, disse Tarcísio ao reportar Nicolau Maquiavel. “O uso parcial e seletivo do poder público favorecendo aliados, enquanto aplica rigorosamente a lei contra opositores. Nas eleições de 22, o Brasil viu uma postura muito dura em relação ao Bolsonaro. Proferido inelegível por agravo de poder político e uso indevido dos meios de notícia durante a reunião com embaixadores, que foi realizada em julho de 22, no Palácio do Alvorada”, afirmou, ao mencionar o encontro ocorrido naquele ano.
Criminação de propaganda antecipada
Para o governador paulista, o desfile realizado no domingo, 15, teria extrapolado os limites culturais e se transformado em propaganda eleitoral antecipada.
“No samba-enredo, havia um refrão com trecho do PT em quase todas as campanhas pós-redemocratização. Aliás, menções a bandeiras de campanha do atual governo, com recta à ingressão do mandatário na avenida. Lamentavelmente, a sátira, a ironia, a pesquisa histórica, as homenagens e até a sátira, que sempre marcaram os carnavais, deram lugar à propaganda política descarada, ao desrespeito aos evangélicos, ao oração divisionista”, disse Tarcísio.
Ele concluiu com críticas mais amplas ao cenário político e econômico do país.
“Está valendo tudo, e nesse vale-tudo, quem é que perde? Perde o Brasil. Perde a oportunidade de investigar o motivo da nossa estagnação. Perdem-se oportunidades, uma detrás da outra. Cada vez mais, ficamos distantes de estabelecer uma visão consensual acerca do país que queremos”, completou.
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