Ex-presidente divulga nota depois ser retratado na Sapucaí durante homenagem a Lula
A homenagem a Lula (PT) na Marquês de Sapucaí acabou provocando reação do ex-presidente Michel Temer (MDB). Neste domingo (15), a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo devotado ao atual presidente, mas incluiu referências críticas ao período do impeachment de 2016.
Temer se manifestou por meio de nota solene depois ser satirizado na apresentação da escola de samba do Rio de Janeiro. As informações foram publicadas na pilastra de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Referência ao impeachment marcou encenação
Durante o desfile, a percentagem de frente da Acadêmicos de Niterói encenou um momento simbólico. Um personagem representando Temer apareceu puxando a fita presidencial de Dilma Rousseff (PT), que sofreu impeachment em 2016.
A cena fez secção da narrativa construída pela escola dentro do tributo a Lula e chamou atenção pela trouxa política inserida no espetáculo carnavalesco.
Temer defende tradição da sátira, mas faz ressalvas
Na nota divulgada, o ex-presidente afirmou que “a sátira política é secção da tradição do carnaval”, reconhecendo o histórico do evento uma vez que espaço de sátira social e revelação artística.
No entanto, ele ponderou que “o problema é quando adotam o prestidigitação na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal”.
Em outro trecho do transmitido, Temer detalhou sua posição:
– A sátira política é secção da tradição do Carnaval. E uma vez que patrono da liberdade de frase e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas uma vez que tema na avenida. Porquê o samba é o espaço da originalidade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da sátira social pela bajulação na Sapucaí. O problema é quando adotam o prestidigitação na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, uma vez que as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o porvir por uma volta ao pretérito. Olha o Brasil aí… gente! – diz o transmitido de Michel Temer.
Debate político invade a avenida
A revelação ocorre em meio a um Carnaval marcado por enredos com poderoso teor político. Ao mesmo tempo em que reconheceu o recta à liberdade artística, Temer utilizou a ocasião para criticar rumos da política econômica e proteger realizações de seu governo.
O incidente reforça uma vez que a Sapucaí segue sendo palco não unicamente de sarau e fantasia, mas também de embates simbólicos entre diferentes visões sobre o país.
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