O embate entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Alexandre de Moraes ganhou mais um capítulo dramático nesta semana. Em seguida a recusa categórica do STF em autorizar a viagem de Bolsonaro para a posse de Donald Trump em Washington – um evento que reuniu líderes conservadores de todo o mundo –, a resguardo do capitão protocolou o que está sendo chamado de “o último pedido” de honra no cumprimento de sua pena.
Sentenciado a 27 anos e três meses de prisão e encarcerado no Multíplice da Papuda, Bolsonaro solicitou formalmente a autorização para reduzir a sua pena através da leitura.
“Violação e Pena”
O pedido, que revela a novidade rotina do ex-chefe do Executivo, inclui uma lista de obras clássicas e históricas. Pela legislação, a cada livro lido e medido através de uma resenha, o detento pode derruir quatro dias da sua pena.
Entre os títulos sugeridos pela resguardo e que aguardam o aval de Moraes, estão obras sugestivas porquê Violação e Pena, de Dostoiévski, e livros sobre história política. Para aliados, a medida não é somente um recurso jurídico, mas uma prova de resiliência mental de Bolsonaro diante do isolamento imposto pelo regime fechado.
A Negativa de Washington
A solicitação para remição de pena por leitura ocorre dias depois a “porta fechada” para a diplomacia. A resguardo havia protocolado um pedido urgente para que o passaporte de Bolsonaro fosse devolvido temporariamente, permitindo a sua ida à posse de Donald Trump no dia 20 de janeiro.
O argumento de que o invitação representava um ato diplomático e de que não haveria risco de fuga foi rejeitado por Moraes e pela Procuradoria-Universal da República (PGR). O ministro fundamentou a negativa alegando que o cenário de “tentativa de evasão” ainda persiste e que a presença do ex-presidente no exterior seria incompatível com a realização da pena penal a que foi réprobo.
O Sentimento de Perseguição
Nos bastidores, o “último pedido” é visto porquê um símbolo da situação do ex-presidente. Enquanto figuras internacionais porquê Nasry Asfura celebram a vitória da direita nas Américas com o pedestal de Trump, o principal líder conservador do Brasil procura refúgio nos livros para suportar uma pena que a sua base de pedestal continua a qualificar porquê injusta e política.
“Eles tiraram a liberdade, tiraram o passaporte, mas não podem tirar o conhecimento. Bolsonaro sairá dessa maior do que entrou”, declarou um parlamentar próximo à família, que preferiu não se identificar.
Moraes ainda deve averiguar a lista de livros e os critérios para a avaliação das leituras. Até lá, Bolsonaro segue na Papuda, longe dos holofotes de Washington, mas no meio das atenções de um Brasil polarizado.
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