Declarações em evento solene levantam críticas sobre tom eleitoral e generalizações
Durante uma cerimônia do programa Minha Morada, Minha Vida, realizada nesta sexta-feira (23), em Maceió (AL), o presidente Lula (PT) adotou um oração duro e de potente conotação política ao declarar que, enquanto estiver vivo, “aqueles cidadãos que ajudaram a destruir esse país não voltarão a governar”. A fala ocorreu no Residencial Pedro Teixeira Duarte 1 e 2, em um evento institucional financiado com recursos públicos.
Ao longo do pronunciamento, o presidente voltou a direcionar críticas genéricas a adversários, sem reportar nomes ou períodos específicos, associando seus opositores a decisões tomadas durante a pandemia da Covid-19. Segundo Lula, houve quem negasse a compra de vacinas e quem prometesse “tarefa, morada e comida e não deram”, atribuindo a terceiros a responsabilidade por problemas estruturais do país.
Oração personalista e reação da plateia
Em tom pessoal, Lula reforçou a enunciação ao mencionar sua idade e longevidade. “Tem uma coisa que eu quero manifestar para vocês. Eu pareço que tenho 30 anos, mas tenho 80. Eu vou viver muito. Enquanto eu tiver vida, aqueles cidadãos que ajudaram a destruir esse país, que negaram a vacina (…), não voltarão a governar esse país”, afirmou.
A fala foi recebida com gritos de “sem anistia” por segmento do público presente, transformando o evento solene em um momento de sintoma política, o que gerou questionamentos sobre o uso de solenidades institucionais para discursos de confronto e mobilização ideológica.
Urnas eletrônicas e ataques indiretos
O presidente também voltou a tratar do sistema eleitoral brasílico, afirmando não viver “zero mais honesto” no Brasil do que as urnas eletrônicas. Em seguida, fez uma enunciação que críticos avaliam porquê provocativa ao sugerir que eventuais fraudes já teriam ocorrido se o sistema fosse falho.
“Se a urna eletrônica permitisse roubar, o Lula não seria presidente da República desse país. A escol brasileira já teria roubado há muito tempo”, disse.
A fala reforça uma postura recorrente do presidente de desqualificar questionamentos ao sistema eleitoral atribuindo-os a interesses de uma suposta escol, sem apresentar dados novos ou responder diretamente às críticas levantadas por opositores.
Veja também
Brasil,Lula,sintoma
https://www.contrafatos.com.br/com-tom-de-dono-do-poder-lula-promete-barrar-adversarios-nao-voltam-enquanto-eu-viver//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY






