Mensagens indicam pedido do diretor de Fiscalização para sossegar liquidez do banco de Vorcaro
O Banco Médio do Brasil (BC) teria atuado diretamente para viabilizar a venda de carteiras de crédito consignado do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A informação foi revelada pelo jornal O Orbe e envolve o nome do diretor de Fiscalização da poder monetária, Ailton Aquino, que nega qualquer irregularidade.
De concórdia com a reportagem, mensagens de WhatsApp indicam que Aquino teria solicitado ao logo presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que adquirisse créditos do Master uma vez que forma de sossegar a situação de liquidez da instituição controlada por Daniel Vorcaro.
Compra ocorreu mesmo diante de alertas de risco
As conversas ocorreram em um momento em que o BRB avaliava suspender novas aquisições de crédito do Master devido ao risco ressaltado da operação. Ainda assim, o recomendação de gestão do banco estatal acabou autorizando a compra de R$ 270 milhões em créditos consignados, depois um pedido atribuído ao que foi descrito uma vez que “o regulador”.
Segundo relatos, a pressão para a perenidade da transação teria pesado na decisão do colegiado, apesar do desconforto manifestado por alguns conselheiros.
Pedido foi apresentado em reunião do recomendação
As mensagens atribuídas a Ailton Aquino foram levadas por Paulo Henrique Costa à reunião do recomendação do BRB em 25 de março de 2025. De concórdia com participantes, o diretor do Banco Médio teria solicitado inicialmente a compra de R$ 300 milhões em créditos, mas o BRB informou dispor de somente R$ 270 milhões para a operação.
Mesmo diante do constrangimento relatado nos bastidores, prevaleceu o entendimento de que a solicitação representava uma orientação do Banco Médio. O recomendação aprovou, de forma unânime, um waiver de 15 dias para viabilizar a transação. As mensagens, no entanto, não constaram na ata solene da reunião.
Mudança de postura e colapso do banco
Meses depois da operação, o próprio Banco Médio vetou a compra de ações do Banco Master pelo BRB, sinalizando mudança na avaliação regulatória. Em novembro de 2025, a Polícia Federalista prendeu Daniel Vorcaro e outros seis executivos, e o BC decretou a liquidação do Banco Master.
As investigações conduzidas pelo Banco Médio, pela Polícia Federalista e pelo Ministério Público Federalista (MPF) apontaram uma fraude estimada em R$ 12 bilhões em contratos de crédito consignado vendidos ao BRB.
Valores bilionários e alertas ignorados
Entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB transferiu R$ 16,7 bilhões ao Banco Master em operações envolvendo essas carteiras. Antes mesmo da reunião de março de 2025, o Banco Médio já havia alertado o Master sobre riscos de sanções por falta de liquidez, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União.
Os avisos começaram em novembro de 2024 e se estenderam até setembro de 2025, sem que medidas efetivas fossem adotadas para interromper as operações. Ainda assim, segundo três fontes ouvidas pela pilastra, o diretor de Fiscalização do BC teria pressionado pela perenidade das vendas de crédito ao BRB.
Impacto no BRB e premência de capitalização
Posteriormente o escândalo, o Banco Médio comunicou que o BRB precisará de uma capitalização de R$ 4 bilhões para reconstituir sua situação financeira. Até o momento, o Província Federalista ainda não informou quando nem de que forma realizará o aporte necessário.
O que diz o Banco Médio
Em nota, o Banco Médio afirmou que Ailton Aquino não recomendou a compra de carteiras fraudadas. Confira o pronunciamento na íntegra:
A propósito de notícias relacionadas a cessões de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB, o Banco Médio informa que, sob o comando do Diretor Ailton de Aquino Santos, a superfície de Supervisão da Autonomia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de inesperado, promovido rigorosas investigações, que levaram à mostra da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras.
Foi também da superfície chefiada pelo Diretor Ailton de Aquino a iniciativa de promover a informação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federalista, acompanhada de documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas. Na sequência, com o objetivo de prevenir a prática de novas operações com impactos sobre a liquidez do BRB, a superfície de Supervisão, sob orientação do mesmo Diretor, aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio Diretor, por termo, a iniciativa de sujeitar à Diretoria Colegiada do Banco Médio a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados.
Portanto, o Diretor Ailton de Aquino afirma que, obviamente, não recomendou a obtenção de carteiras fraudadas.
O Banco Médio tem a obrigação permitido de escoltar permanentemente as condições de liquidez, inclusive aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando a asseverar a firmeza do Sistema Financeiro Pátrio e resguardar os interesses dos depositantes, investidores e demais credores. No tirocínio desse procuração, a superfície de Supervisão do Banco Médio, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e procura soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira.
Compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a exclusiva e integral responsabilidade pela estudo da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios.
Por termo, imbuído de seu compromisso com a transparência e cioso de suas responsabilidades uma vez que servidor público e uma vez que cidadão, o Diretor Ailton de Aquino coloca à disposição do Ministério Público Federalista e da Polícia Federalista suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, renunciando, para essa finalidade, ao sigilo sobre elas incidente.
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