Esquema em Turilândia (MA) teria movimentado tapume de R$ 56 milhões desde 2021
Investigações conduzidas pelo Ministério Público indicam que Paulo Curió, prefeito de Turilândia, comandava um esquema criminoso responsável pelo ramal de aproximadamente R$ 56 milhões em recursos públicos desde 2021. De convenção com a apuração, até 90% dos valores desviados era talhado ao custeio de despesas pessoais e familiares do encarregado do Executivo municipal.
A denunciação foi formalizada pela Procuradoria-Universal de Justiça, que descreve um protótipo de atuação fundamentado na simulação de licitações e na utilização de empresas para a emissão de notas fiscais falsas, com o objetivo de justificar contratos e ocultar a origem ilícita dos recursos.
Repartição do verba e papel dos empresários
Segundo a denúncia, os empresários envolvidos no esquema recebiam entre 10% e 18% do valor dos contratos uma vez que pagamento pela participação. O restante dos recursos ficava concentrado no núcleo político e familiar ligado diretamente ao prefeito.
Esse reparo, conforme os investigadores, garantia o fluxo contínuo de verba desviado e reduzia riscos de questionamentos formais sobre a realização dos contratos públicos.
Operação Tântalo II amplia investigação
O caso é níveo da Operação Tântalo II, que apura fraudes nos setores de saúde e assistência social do município. A ofensiva tem uma vez que foco principal o grupo mais próximo a Paulo Curió.
Entre os denunciados estão o tio do prefeito, José Paulo Dantas Fruto; a vice-prefeita, Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça; a ex-vice-prefeita, Janaína Soares Lima; o pai, Domingos Sávio Fonseca Silva; o irmão, Marcel Everton Dantas Fruto; a mana, Taily de Jesus Everton Silva Amorim; a cunhada, Ritalice Souza Abreu Dantas; e o cunhado, Jander Silvério Amorim Pereira.
A revista Oeste informou que tentou contato com Paulo Curió por meio da Prefeitura de Turilândia e aguarda posicionamento solene.
Atuação da primeira-dama e blindagem patrimonial
As investigações também apontam envolvimento direto de Eva Dantas, primeira-dama do município. Embora não ocupasse missão público, ela teria exercido controle sobre contas municipais e realizado movimentações financeiras relacionadas ao esquema.
Em trecho da denunciação obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Ministério Público afirma:
“No contextura do núcleo político, a participação de familiares diretos do prefeito revelou-se elemento médio para a firmeza, coesão interna e blindagem patrimonial da organização criminosa, funcionando uma vez que verdadeiro círculo de crédito talhado à ocultação, à dissimulação e à fruição dos valores ilícitos”.
Estrutura criminosa e novas denúncias
A denúncia sustenta que Paulo Curió utilizou o missão de prefeito para organizar e liderar a estrutura criminosa, promovendo fraudes em licitações, restringindo a concorrência e ocultando recursos desviados por meio de terceiros, empresas e bens.
O Ministério Público ressalta que a denunciação atual se limita ao núcleo político e familiar, e que novas denúncias devem ser apresentadas posteriormente contra outros envolvidos, incluindo agentes dos setores empresarial, administrativo e legislativo.
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