Presidente interina relata contato direto com o superintendente do Executivo brasiliano e agradece ajuda humanitária
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, voltou a realçar publicamente o esteio recebido do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio aos desdobramentos recentes envolvendo o país vizinho. As declarações foram feitas neste sábado (10), durante uma transmissão ao vivo, na qual ela relatou conversas mantidas com o petista logo em seguida os acontecimentos que resultaram na prisão de Nicolás Maduro.
Segundo Rodríguez, Lula entrou em contato no mesmo dia do incidente para provar preocupação com a situação venezuelana e, principalmente, com o paradeiro do logo presidente. Durante o diálogo, ela afirmou ter sido questionada sobre de que forma o Brasil poderia contribuir naquele momento quebrável.
Ajuda emergencial e envio de medicamentos
Durante a conversa, Delcy relatou que mencionou a devastação de um arrecadação que armazenava medicamentos utilizados em tratamentos de diálise. De tratado com a presidente interina, a resposta de Lula foi imediata. Ele teria se comprometido a enviar os insumos necessários para suprir a demanda emergencial do país.
“Quero agradecer profundamente ao presidente do Brasil, Lula da Silva. No mesmo dia do ataque estava muito preocupado com a Venezuela, do presidente [Nicolás Maduro]. (…) Naquele mesmo dia em que ele me perguntou em que podia ajudar, eu disse que bombardearam o arrecadação de medicamentos para diálise. E, imediatamente, ele [Lula] me disse: ‘vou enviar medicamento’. E [o medicamento] já chegou à Venezuela” – afirmou Delcy durante a transmissão.
Ela destacou ainda que os medicamentos prometidos já foram entregues, reforçando o gesto de solidariedade do governo brasiliano em meio à crise.
Mudança no comando do país
Delcy Rodríguez está primeiro do governo venezuelano desde o último dia 3, data em que Nicolás Maduro foi tomado por autoridades dos Estados Unidos. O ex-presidente e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Novidade Iorque, onde permanecem sob custódia e aguardam julgamento.
A prisão de Maduro provocou uma reconfiguração imediata no comando político do país, além de reações internacionais e manifestações de esteio e preocupação por secção de líderes da região.
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