Protestos em Teerã entram na segunda semana, somam dezenas de mortos e levam a repressão e apagão da internet
O mensageiro dos Estados Unidos junto à Organização das Nações Unidas acusou o governo iraniano de reprimir violentamente a própria população durante manifestações que já se estendem por quase duas semanas na capital Teerã. Os protestos, motivados pela hiperinflação e pela insatisfação com o regime, teriam deixado ao menos 44 mortos, segundo estimativas citadas por autoridades e observadores.
Em publicação nas redes sociais, o diplomata norte-americano declarou que o regime iraniano “mais uma vez brutaliza seu próprio povo”, em vez de ouvir as reivindicações populares. Ele acrescentou que os Estados Unidos acompanham a situação e demonstram solidariedade aos manifestantes, ressaltando a resguardo de honra e liberdades fundamentais.
Líder iraniano reage e atribui protestos a interferência externa
Em resposta às críticas internacionais, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (9) que os manifestantes estariam “destruindo suas próprias ruas” para deleitar o presidente dos Estados Unidos. Sem reportar nomes diretamente, o aiatolá sugeriu que os protestos seriam incentivados por promessas externas de suporte.
Khamenei classificou os participantes dos atos porquê “vândalos” e “sabotadores” e sinalizou que as forças de segurança não irão recuar, indicando uma intensificação da repressão. Em novas postagens, ele comparou o presidente norte-americano a “tiranos e governantes arrogantes”, afirmando que líderes com esse perfil acabaram derrotados no auge do poder.
Em um longo pronunciamento, o líder iraniano declarou que o país não se submeterá a pressões estrangeiras, citou conflitos recentes e afirmou que o sangue de cidadãos iranianos teria sido entornado por ordens externas, criminação feita sem apresentar provas adicionais.
Mortes, repressão e retórica de confronto
Os protestos, que começaram em 28 de dezembro, ganharam força com o colapso da moeda pátrio e a subida generalizada de preços. Desde portanto, relatos de confrontos, prisões e uso excessivo da força passaram a se multiplicar.
O exposição solene do regime reforça a narrativa de que manifestações seriam instrumentalizadas por potências estrangeiras, enquanto opositores e entidades de direitos humanos apontam violação sistemática de liberdades civis.
Apagão do dedo agrava denúncias
Em meio à escalada da crise, a organização NetBlocks, que monitora a conectividade global, informou que o Irã enfrenta falhas massivas de internet há mais de 24 horas. Segundo a entidade, a conectividade no país caiu para murado de 1% dos níveis normais.
A organização afirmou que o bloqueio pátrio da internet viola direitos fundamentais e dificulta a divulgação de informações, além de ocultar a violência empregada pelo Estado durante a repressão aos protestos.
Cenário segue instável
Com manifestações persistentes, aumento do número de mortos, endurecimento do exposição solene e isolamento do dedo, o Irã vive um dos momentos de maior tensão interna dos últimos anos. A reação internacional segue acompanhando os desdobramentos, enquanto o governo iraniano reafirma que não recuará diante do que labareda de ingerência externa.
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