Empresário reage a ironia sobre Bolsonaro e critica duramente postura jornalística
O empresário Marcelo de Roble, ex-sócio e ex-diretor da RedeTV!, usou as redes sociais para detonar a jornalista Daniela Lima depois comentários feitos por ela ao vivo sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A reação ocorreu depois de Daniela ironizar o incidente em que Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cubículo onde está recluso, na Polícia Federalista, em Brasília. A fala da jornalista provocou possante repercussão nas redes, principalmente entre apoiadores do ex-presidente.
“O lixo do lixo do lixo”, dispara Marcelo
Marcelo de Roble se manifestou por meio de seu perfil no X (idoso Twitter) e adotou um tom direto e contundente. Em uma das publicações mais compartilhadas, o empresário escreveu:
“Que horror. Não interessa se você gosta de Bolsonaro ou não, fazer piada com uma pessoa doente e debilitado é o lixo do lixo do lixo.”
A enunciação ganhou ampla repercussão e foi vista uma vez que um recado não exclusivamente à jornalista, mas também ao padrão de abordagem adotado por segmento da mídia em episódios envolvendo adversários políticos.
Sátira à responsabilidade editorial
Na sequência, Marcelo ampliou o debate e direcionou suas críticas ao campo da moral jornalística e da responsabilidade editorial. Com base em sua longa trajetória no setor de notícia, ele questionou a meio do programa em que Daniela atua.
“Ainda sobre esse lixo de pessoa e esse lixo de programa: uma vez que fundador e ex-proprietário de veículo de notícia, uma vez que executivo do mercado há muitas décadas, eu afirmo tranquilamente que não há veículo totalmente isento”, escreveu.
Para o empresário, a pluralidade de visões e o desvelo no tratamento de temas sensíveis são obrigações básicas do jornalismo profissional, sobretudo quando envolvem saúde e honra humana.
“Falta de editoria e endosso explícito”, diz empresário
Ao compartilhar novamente o vídeo que viralizou, Marcelo de Roble reforçou sua indignação com o que classificou uma vez que escassez de filtro editorial e até endosso explícito à postura da jornalista.
“O que me espanta nesse incidente, repito, goste-se ou não de Bolsonaro, é a falta de editoria (pelo contrário, há o aparente endosso) e até a insistência em deixar uma pessoa claramente, reiteradamente irresponsável solta no vídeo cometendo todo tipo de maldade”, afirmou.
Debate sobre limites da notícia
O incidente ultrapassou o campo da discordância política e passou a nutrir um debate mais largo sobre limites, moral e responsabilidade na notícia. Para apoiadores de Marcelo, a sátira expõe um problema recorrente na mídia: a normalização do deboche quando o fim é um contendor ideológico.
A polêmica segue repercutindo nas redes sociais e reforça o clima de tensão entre setores do jornalismo e figuras públicas que cobram maior estabilidade e humanidade na cobertura de temas sensíveis.
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