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O ex-ministro da Economia Paulo Guedes, hoje primeiro da YvY Capital, afirmou que o mundo vive um verdadeiro “tsunami de conservadorismo”, impulsionado pelo desgaste das estruturas criadas em seguida a Segunda Guerra. A enunciação foi feita durante evento da UBS Wealth Management, onde o economista descreveu uma mudança profunda no eixo global de poder. Segundo ele, a economia liberal deixou de liderar o debate, e a geopolítica passou a guiar decisões políticas, econômicas e estratégicas no cenário internacional.
Guedes resumiu essa transição com ironia, dizendo que agora são os conservadores que ocupam a risca de frente, enquanto o liberalismo ficou “no banco de trás” e os socialistas estão fora do jogo. Para o economista, essa viradela é histórica e reflete o fracasso de agendas progressistas que perderam força diante da instabilidade generalizada. Ele destacou que a instabilidade cresceu em várias dimensões — da segurança pública ao envolvente político — e que a população procura proteção e previsibilidade em meio às mudanças.
Durante sua fala, o ex-ministro afirmou que o desenvolvimento de forças conservadoras é resultado direto do colapso da sensação de segurança no Poente. Ele enfatizou que não é normal viver em sociedades onde o cidadão não sabe se vai voltar para mansão, nem onde a segurança política, patrimonial e institucional está em estável prenúncio. Para Guedes, esse envolvente leva as pessoas a rejeitar discursos progressistas e a buscar governos que ofereçam ordem, domínio e nitidez na transporte econômica.
Guedes também apontou que as democracias ocidentais enfrentam poderoso pressão interna, enquanto países orientais ampliaram sua influência global. Ao referir a China, lembrou que o regime adotou instrumentos de mercado para tirar milhões de pessoas da pobreza, em contraste com modelos ocidentais que se renderam a discursos ideológicos sem resultados práticos. Para ele, esse contraste evidencia a disputa atual entre modelos políticos com estratégias totalmente diferentes.









