O ex-capitão do BOPE e roteirista do filme Tropa de Escol, Rodrigo Pimentel, voltou a comentar as recentes operações policiais no Multíplice da Penha, no Rio de Janeiro. Em entrevistas recentes, Pimentel afirmou que, embora os moradores das favelas desaprovem as ações violentas da polícia, eles “odeiam ainda mais a presença do tráfico e das milícias”, destacando que a população sítio vive sob as leis impostas por facções criminosas e procura exclusivamente “honra e cidadania”.
O ex-oficial defendeu que as operações são necessárias diante do poder bélico das organizações criminosas, classificando-as porquê “operações de guerra”, já que envolvem enfrentamentos contra centenas de homens armados com fuzis.
As declarações contrastam com as críticas de setores de esquerda e de organizações de direitos humanos, que veem nas operações uma violação dos direitos dos moradores e denunciam o cima número de mortes resultante dessas ações. Pimentel, porém, argumenta que essas críticas partem, em muitos casos, de pessoas “distantes da verdade das comunidades”.
O debate reacende a polêmica em torno do estabilidade entre segurança pública e direitos humanos nas favelas cariocas, principalmente em seguida uma série de operações de grande porte que deixaram dezenas de mortos na região da Penha.
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