Durante sessão da CPMI (Percentagem Parlamentar Mista de Questionário) que apura fraudes do INSS (Instituto Pátrio de Seguridade Social), o deputado federalista Maurício Marcon (PL-RS) discutiu com dois advogados do presidente do Sindnapi (Sindicato Pátrio dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), Milton Baptista.
Baptista comanda o sindicato ligado a José Ferreira da Silva, sabido por Frei Chico, que é irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Sindnapi está no radar da investigação da Polícia Federalista e nesta quinta-feira (9) foi um dos alvos de novidade temporada da operação Sem Desconto. O depoente também foi um dos alvos da ação policial.
Na ocasião, o deputado fazia uso de seu momento de fala e citou uma reportagem sobre uma mansão que seria de propriedade de Baptista. Marcon alegou que os recursos usados para erigir o sítio seriam provenientes dos desvios nos pagamentos de aposentados e pensionistas.
“Um sítio que esse cidadão tem, que não tinha zero. Agora tem até uma piscina de 50m². Dele. Sítio dele. 50m² de piscina, fora a mansão que ele construiu com quantia subtraído de, inclusive, acamados. Pessoas que tiveram derrame, mas eles descontaram”, disse Marcon.
O deputado portanto citou o indumento de Baptista estar em silêncio durante toda a oitiva, se recusando a responder perguntas sob proteção de um habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federalista). Até o momento, o depoente respondeu exclusivamente o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), sobre uma pergunta relacionada ao irmão de Lula.
Marcon sugeriu ainda que Baptista teria um cofre com quantia roubado de aposentados e pensionistas e afirmou que o depoente e a mulher dele seriam presos.
“Você vai ser recluso. Você, sua esposa. Pensa seus amigos vendo que o senhor era patrão de um sindicato que é uma organização criminosa para desviar quantia de pessoas, às vezes, acamadas”, continuou.
Marcon portanto sugeriu que o depoente confessasse ter cometido qualquer delito e citou que os advogados estariam o orientando de forma excessiva. Portanto, um dos defensores pediu ordem, e o bate-boca começou.
Parlamentares de oposição alegaram que os advogados não poderiam falar nos microfones da percentagem nem usar formalidades exclusivas de deputados e senadores. O deputado federalista Luiz Lima (Novo-RJ) também se envolveu na discussão.
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