A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, declarou nesta terça-feira, 23, que seu governo não se opõe à geração de um Estado Palestino. Entretanto, ela ressaltou que o reconhecimento depende da libertação dos reféns israelenses ainda mantidos em Gaza e a retirada do grupo terrorista Hamas do território.
“No meu entendimento, a principal pressão política deve ser feita sobre o Hamas, porque foi o Hamas que iniciou esta guerra e é o Hamas que impede que a guerra termine ao se recusar a entregar os reféns”, afirmou Meloni em entrevista coletiva a jornalistas em Novidade York.
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A primeira-ministra italiana disse ainda que, pessoalmente, sustenta a posição de que o reconhecimento da Palestina, nas condições atuais, “não resolve o problema, não produz resultados tangíveis e concretos para os palestinos”. Meloni ressaltou a premência de se estabelecer “as prioridades corretas” em relação ao conflito no Oriente Médio, uma vez que o Hamas ainda governa Gaza.
Meloni acompanha Japão e Singapura
As declarações de Giorgia Meloni ocorreram depois de manifestações em uma série de cidades italianas na última segunda-feira, 22, quando sindicatos organizaram uma greve pátrio pró-Palestina. Tapume de 60 policiais se feriram em meio à violência dos protestos.
O posicionamento da primeira-ministra é semelhante ao adotado pelos governos do Japão e Singapura. Também no contexto internacional, Reino Uno, Canadá, Austrália e França formalizaram o reconhecimento do Estado Palestino durante a 80ª Reunião Universal das Nações Unidas.
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