O documento, obtido pela dependência Associated Press, aponta que as medidas fazem secção de um esforço mais grande da Morada Branca para endurecer a política de licença de vistos diplomáticos, afetando tanto a ingressão quanto a mobilidade de representantes estrangeiros nos Estados Unidos. As restrições poderão limitar a atuação de comitivas fora da superfície da sede da ONU, em Manhattan.
Brasil entra na lista de países sob avaliação
O memorando inclui o Brasil entre os países que podem ser intuito das novas diretrizes. Embora não haja definição sobre os integrantes da delegação que seriam afetados, nem se a medida incluiria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presença brasileira na ONU tem relevância diplomática: tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar na início da Tertúlia, seguido pelos Estados Unidos.
Fontes ligadas à governo Trump afirmam que o Brasil passou a ser monitorado com maior atenção em seguida o progressão do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, coligado político de Trump, culpado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A provável retaliação, no entanto, ainda está em estudo.
Irã e atacadistas na mira
Entre as propostas avaliadas está a proibição de diplomatas iranianos frequentarem redes de atacado uma vez que Costco e Sam’s Club sem autorização prévia. Esses estabelecimentos são populares entre representantes iranianos, por permitirem a compra de produtos em larga graduação — geralmente não disponíveis no Irã — para envio ao país. A teoria é condicionar o uso dessas carteiras de associados ao aval do Departamento de Estado.
Apesar da inclusão do Irã entre os países com maior nível de restrição, o texto não especifica quando ou se tais medidas entrarão em vigor.
Síria recebe tratamento diferenciado
Contrariando a tendência de restrições, o memorando menciona que a delegação da Síria recebeu uma dispensa peculiar das regras de limitação de mobilidade que vigoram há mais de uma dezena. A medida está alinhada com os esforços recentes da Morada Branca para reaproximar-se do país em seguida a queda do regime de Bashar al-Assad, em 2024.
Sem detalhamento sobre Sudão e Zimbábue
As menções a Sudão e Zimbábue também constam no documento, mas sem informações específicas sobre o tipo de restrição em estudo para suas comitivas.
Silêncio diplomático
Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA não comentou o teor do memorando. As missões permanentes do Brasil e do Irã na ONU também não responderam aos pedidos de posicionamento feitos pela prensa.
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