A Percentagem de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a prestar esclarecimentos sobre a visitante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ex-presidente argentina Cristina Kirchner em julho. Duas moções de repúdio também foram acatadas pelo colegiado.
– Ao priorizar o contato com uma figura condenada por depravação e ignorar deliberadamente o governo em tirocínio da Argentina, o presidente da República optou por um gesto ideológico e revanchista – disse o deputado federalista Marcel van Hattem (Novo-RS), responsável do requerimento, ao pontuar que Lula e Mauro Vieira não se encontraram com Javier Milei, o atual presidente.
O parlamentar ainda afirmou que a visitante caracteriza um “desrespeito ao sistema judiciário prateado” e “um gesto político e ideológico que não somente enfraquece o combate à depravação em contextura regional, porquê compromete a credibilidade institucional do Brasil”.
Kirchner foi condenada a seis anos de prisão por depravação em junho deste ano e perdeu os direitos políticos. Lula visitou Kirchner quando foi à Cúpula do Mercosul, em 3 de julho na Argentina. O encontro durou muro de 50 minutos e precisou de aval do judiciário sítio.
O presidente defendeu Cristina Kirchner, afirmando “saber o que é ser vítima de perseguição judicial”. Para Van Hattem, “tal enunciação, além de ignorar a legitimidade do processo judicial transportado pelas instituições argentinas, relativiza a sisudez dos crimes pelos quais Kirchner foi condenada e contribui para desinformar a opinião pública sobre os fatos”.
Ao pedir explicações de Mauro Vieira, o deputado afirmou que o gesto demonstra que a diplomacia brasileira foi usada para propaganda partidária, “defendendo uma narrativa revisionista da esquerda latino-americana”.
De consonância com ele, o objetivo do Itamaraty deveria ser o de “simbolizar os interesses permanentes do Estado, e não de governos, partidos ou lideranças circunstanciais. O Itamaraty deve pautar-se pela sobriedade, neutralidade, validade e foco no interesse vernáculo, não por solidariedades seletivas motivadas por afinidades ideológicas”.
*AE
Créditos (Imagem de capote): Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira Foto: Antônio Cruz/Filial Brasil
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