Márcia Lima, ex-secretária de Políticas Afirmativas do Ministério da Paridade Racial, anunciou sua saída do governo federalista e, ao fazê-lo, teceu duras críticas à transporte da informação da atual gestão.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Márcia não hesitou em expressar sua insatisfação com a maneira uma vez que o governo federalista, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulga as ações de seus ministérios — com privativo destaque para a pasta chefiada por Anielle Franco.
“O problema não é a informação do ministério, eu acho que é a informação do governo sobre o ministério. E também sobre alguns ministérios, não somente o MIR [Ministério da Igualdade Racial]”, afirmou.
Ela também observou que a fragmentação das ações e o excesso de pastas dificultam o diálogo e a formulação de políticas públicas integradas.
“O nosso limite de negociação, de possibilidade, de construção com os outros ministérios tem um teto. Portanto eu acho que, por ser um governo com muitos ministérios, isso dificulta a construção dessas pautas transversais. Em qualquer momento, eu saí mapeando com quem eu devia dialogar”, disse.
Márcia Lima ainda ressaltou que a atuação atual da informação federalista contraria a própria narrativa adotada pelo governo, simbolizada pelo lema “União e Reconstrução”.
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