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Avanços reconhecidos e alerta sobre retaliação
A opositora admitiu que houve mudanças desde a tomada de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em janeiro. Segundo ela, porém, integrantes do regime ainda controlam instituições e têm capacidade de retaliar opositores. Ela afirmou que o desmonte dessa estrutura e a libertação dos presos políticos devem ser prioridades da transição.
“Claramente foram dados passos importantes”, declarou. “Eu não estaria cá hoje se isso não tivesse ocorrido, mas essas pessoas continuam lá, e sua capacidade de retaliação continua sendo uma preocupação para a comunidade venezuelana.”
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Dúvidas sobre a capacidade de Delcy
María Corina também pôs em incerteza a capacidade de Delcy de conduzir as reformas. Lembrou que a líder interina ocupou diversos cargos nos governos de Hugo Chávez e de Maduro. “A senhora Delcy Rodríguez diz que vai reconstruir as instituições, a Justiça, a crédito, a simetria, a sossego”, afirmou. “É sério?”
Para a opositora, os responsáveis pela devastação das instituições democráticas e pelo êxodo de milhões de venezuelanos não podem comandar as mudanças sem prestar contas. “Os venezuelanos já sabemos quem é quem, sabemos o que queremos e o que não queremos”, disse.
Eleições ainda sem data
Em pronunciamento à região, Delcy havia prometido mudanças no sistema judicial, garantias contra prisões arbitrárias e novas eleições. Elas seriam organizadas por um Recomendação Pátrio Eleitoral renovado e teriam fiscalização internacional. A líder interina, no entanto, não marcou data para a votação.
“Haverá eleições, todas as que determina nossa Constituição, organizadas por uma mando eleitoral renovada e com o mundo uma vez que testemunha”, declarou Delcy.
María Corina disse estar convencida de que a eleição presidencial ocorrerá em 2027. Esse é o prazo previsto na proposta de transição apresentada pelo governo norte-americano posteriormente a tomada de Maduro. O projecto, defendido pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem três etapas: estabilização política, recuperação econômica e transição democrática.
“A transição democrática é irreversível”, afirmou a opositora. Ela defendeu um processo pacífico e a reforma das instituições antes da votação, com renovação do Tribunal Supremo de Justiça e libertação de todos os presos políticos.
Percentagem da verdade
A líder da oposição pediu ainda mecanismos para responsabilizar integrantes do chavismo acusados de violações de direitos humanos. Segundo ela, um horizonte governo deverá instalar uma percentagem da verdade, formada por especialistas independentes, para investigar os abusos e reparar as vítimas. “O país precisa de justiça, não de impunidade”, disse.
Fora da mesa de negociação
María Corina afirmou não ter recebido invitação de Delcy nem do governo americano para conversas. “Não recebi nenhuma mensagem dos Estados Unidos nem da senhora Rodríguez”, respondeu, ao ser questionada sobre um verosímil encontro com a líder interina.
O grupo político da opositora não participa das negociações entre o regime e representantes da Plenário Pátrio eleita em 2015, de maioria oposicionista. Mesmo assim, ela declarou espeque às conversas. “Não fazemos segmento dessa mesa e não somente não a obstaculizamos, uma vez que estamos muito interessados em que cumpra seu objetivo”, afirmou.
A opositora agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Rubio pela operação militar de 3 de janeiro, que resultou na tomada do ditador e de sua mulher, Cilia Flores. Para María Corina, a ação abriu caminho para a recuperação das liberdades e para o progresso das negociações políticas.
Retorno e planos
María Corina voltou à Venezuela no domingo, 25, depois de muro de dez meses fora do país. A chegada foi acompanhada de manifestações de apoiadores em diferentes cidades, com pedidos de eleições e do termo das restrições políticas.
Nas próximas semanas, ela pretende percorrer o país para reorganizar a oposição e mobilizar eleitores. A opositora também anunciou um esforço para ampliar o registro de venezuelanos no exterior aptos a votar.
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https://www.contrafatos.com.br/maria-corina-afirma-que-aparato-de-repressao-chavista-segue-ativo-e-preve-eleicao-em-2027//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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