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Publicações sobre coche solene de Dino motivaram a investigação
Luís Pablo administra um blog devotado à política maranhense. A partir de novembro de 2025, ele passou a publicar reportagens questionando o uso de um veículo solene do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e seus familiares. O ministro nega qualquer irregularidade no uso do viatura.
As matérias, no entanto, desencadearam uma reação judicial. Em março deste ano, por regra de Moraes, uma operação policial foi realizada contra o jornalista. Na ocasião, dois celulares, um notebook e um pen drive foram apreendidos — equipamentos que permitiram aos investigadores identificar e rastrear a natividade do blogueiro.
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Moraes alegou risco à integridade física de Dino
Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes justificou a medida alegando possuir risco à integridade física do colega de Golpe, diante “do suporte material (envio de informações e discussões sobre a redação e texto das matérias publicadas) e financeiro prestado a Luís Pablo, com sinal de tentativas de exclusão de mensagens eletrônicas relevantes para a investigação”.
Apesar do que aponta o relatório da PF, Moraes sustentou em sua decisão ter identificado indícios relevantes de que Luís Pablo cometeu o violação de perseguição contra Dino, citando uma vez que fundamento uma representação da Procuradoria-Universal da República (PGR), que se manifestou favoravelmente às diligências.
Porquê o caso chegou a Moraes
A investigação foi oportunidade a pedido do próprio Dino. Inicialmente, o ministro sorteado para relatoria foi Cristiano Zanin. Porém, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou a redistribuição do caso, entendendo que ele guardava semelhança com o sindicância das fake news e com o das milícias digitais — ambos já sob a relatoria de Moraes.
Nascente identificada uma vez que ex-secretário de estado
Com o material apreendido na primeira operação, a Polícia Federalista descobriu que a natividade de Luís Pablo era o ex-secretário Raimundo Cutrim. Cutrim também é escopo de outro sindicância, leste relacionado ao assassínio de um funcionário da secretaria de Ensino do Maranhão — caso sob a relatoria de Dino, que governou o estado entre 2015 e 2022.
A identificação da natividade levou a PF a solicitar autorização para uma segunda operação de procura e inquietação, executada na semana passada.
Relatório diferencia claramente o jornalista de sua natividade
O documento sigiloso, ao qual a reportagem teve chegada, analisa detalhadamente as mensagens trocadas entre Raimundo Cutrim e Luís Pablo. As conversas mostram o ex-secretário enviando imagens e documentos ao blogueiro por WhatsApp. Os dois também se encontraram pessoalmente.
Os investigadores, no entanto, são categóricos: o jornalista não participou de atos de perseguição. Na avaliação da PF, Luís Pablo tem postura tendenciosa contrária a Flávio Dino e se dedica a produzir matérias que o colocam “uma vez que influente político contrário ao governo do Maranhão”.
O mandatário Alberto Knoll, responsável pelo encaminhamento do relatório ao STF, fez questão de enobrecer a situação do jornalista da de sua natividade. “Não se trata de acusar o jornalista do cometimento de tal violação, já que o mesmo, em tese, está acobertado pelo recta à liberdade de prelo, amplamente reconhecido em nossos tribunais”, escreveu.
Já sobre o ex-secretário Raimundo Cutrim, o mandatário afirmou que “a conduta de verosímil agente público que acessa dados restritos e os divulga de forma irregular para publicação através de veículo de prelo, essa sim pode ser enquadrada no violação tipificado no art. 325 do Código Penal (violação do sigilo funcional).”
Compra de terreno e conexão com ex-secretário de Habitação
Alberto Knoll destacou ainda uma transação imobiliária envolvendo Luís Pablo. Trata-se da compra de um terreno, cuja uma das parcelas foi paga pelo jurista Diogo Lima — que exerceu o incumbência de secretário de Habitação de São Luís durante a gestão de Edivaldo Holanda Júnior (PDT), coligado político de Dino. Mesmo assim, o mandatário não associou a conduta do jornalista ao violação de perseguição.
Os investigadores encontraram no computador de Luís Pablo diversos diálogos com Diogo Lima. Nas conversas, o jornalista encaminha matérias críticas a Flávio Dino, e o jurista opina sobre os textos, chegando a sugerir alterações na redação. Lima também foi escopo das buscas autorizadas por Moraes na semana passada.
Transferência de R$ 100 milénio e imóvel rústico
Em uma das trocas de mensagens, os dois discutem uma transferência para a conta bancária de Danilo Cutrim Bezerra, veterinário que vendeu um terreno ao blogueiro. Apesar da semelhança com o sobrenome da natividade, Raimundo Cutrim, a PF salvaguarda que não foi verosímil confirmar parentesco entre eles. “Verificou-se ainda que o sobrenome Cutrim tem elevada incidência no Estado do Maranhão, segundo fontes do IBGE, sendo utilizado por aproximadamente 14.778 pessoas”, diz o relatório.
As mensagens revelam que Diogo Lima enviou fotos de um comprovante de repositório de R$ 100 milénio, transferidos de sua conta para Danilo Cutrim. Segundo a própria Polícia Federalista, os recursos foram utilizados para quitar secção de um imóvel rústico de R$ 461 milénio adquirido pelo jornalista. A propriedade, conforme a investigação, foi paga por meio de depósitos provenientes de múltiplas fontes pagadoras, incluindo Lima.
“Meu irmão não tem palavras [sic], mesmo sabendo que você é um rostro que posso descrever pra tudo, mas você me surpreende. Você é um rostro de coração enorme, Deus te abençoe sempre”, escreveu Luís Pablo ao receber o comprovante.
“Oh meu irmão. Vc é muito querido pra mim [sic]. Não ia deixar vc perder seu sonho”, respondeu Lima.
Notas fiscais da Reunião Legislativa do Maranhão
O relatório da PF também registrou a existência de notas fiscais emitidas em nome da Reunião Legislativa do Maranhão para o Blog Luís Pablo, com valores que variavam entre R$ 12 milénio e R$ 17,5 milénio.
Questionado pela equipe de reportagem sobre a origem desses recursos, Luís Pablo explicou tratar-se de pagamentos por banners de proclamação publicados em seu blog. “Todo mês mando. Foi suspenso no mês pretérito em razão das eleições e da legislação eleitoral”, afirmou o jornalista. “Não é só para mim. São vários veículos de notícia, entre blog, rádio e TV. [O valor] É pago pela sucursal de marketing que é contratada pela Reunião”.
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https://www.contrafatos.com.br/pf-conclui-que-blogueiro-maranhense-nao-cometeu-crime-apontado-por-alexandre-de-moraes//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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