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Dívida bruta em trajetória de subida acelerada
Em maio, a dívida bruta do setor público atingiu R$ 10,6 trilhões, o equivalente a 81,1% do PIB. A Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que esse percentual chegue a 82,5% do PIB ao final de 2026. Caso a trajetória fiscal não seja revertida, o endividamento pode depreender 100% do PIB em 2032 e 115% em 2036, segundo as projeções da mesma instituição.
Marcus Pestana, presidente da Instituição Fiscal Independente (IFI), afirma que o cenário resulta da combinação entre desenvolvimento econômico moderado, juros elevados e sucessivos déficits primários.
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Gastos públicos crescem muito supra da inflação
Fernando Montero, economista-chefe da Tullett Prebon Brasil, identifica o progresso contínuo das despesas públicas porquê o cerne do problema fiscal. Para ele, a questão meão não está no estoque da dívida, mas no ritmo de desenvolvimento dos gastos.
“O problema está mais no fluxo do que no estoque da dívida. É querer encaixar um gasto de 110% em um PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza”, afirmou.
Montero destaca que, no primeiro semestre de 2026, os gastos públicos cresceram 12,3% supra da inflação em verificação com o mesmo período do ano anterior. Ele avalia que essa pressão fiscal mantém os juros em patamares elevados e recorda que mecanismos de controle de despesas, porquê o macróbio teto de gastos, contribuíram para reduzir a percepção de risco no pretérito.
Dispêndio da dívida pressionado pelos juros elevados
Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, considera que um déficit nominal próximo de 9% do PIB permanece saliente mesmo quando se levam em conta fatores extraordinários, porquê a antecipação do pagamento de precatórios. Segundo ele, esse quadro reflete a percepção de risco fiscal por segmento do mercado, o que pressiona os juros dos títulos públicos e eleva o dispêndio de financiamento do governo.
Alerta para crise fiscal e premência de reformas estruturais
A economista Solange Srour, diretora de Macroeconomia Brasil do UBS Global Wealth Management, avalia que o atual resultado primitivo é insuficiente para estabilizar a trajetória da dívida pública. Sem reformas capazes de frear o desenvolvimento das despesas obrigatórias, a tendência é de aceleração do endividamento, segundo ela.
Entre as mudanças consideradas necessárias, estão a revisão das regras de vinculação constitucional de gastos em áreas porquê saúde e ensino e a redução de despesas obrigatórias.
Na avaliação de Srour, a escassez de um ajuste fiscal consistente pode acarretar uma série de consequências graves para o país:
- Aumento das expectativas de inflação;
- Manutenção dos juros em níveis elevados por período prolongado;
- Maior dificuldade para financiar a dívida pública;
- Perda de capacidade para sustentar o desenvolvimento econômico.
Ajuste fiscal vasto pode lucrar força em 2027
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que, diante desse cenário, a premência de um ajuste fiscal mais vasto tende a lucrar força ao longo de 2027. O objetivo seria sofrear o progresso da dívida e reduzir a pressão sobre as contas públicas antes que a situação se torne insustentável.
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https://www.contrafatos.com.br/deficit-nominal-do-governo-lula-deve-alcancar-patamar-recorde-em-mais-de-20-anos//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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