Deputada Talíria Petrone recuperou escolta armada em seguida Hugo Motta revogar suspensão motivada por visitas ao Multíplice da Maré no Rio de Janeiro
Por ContraFatos 03/07/2026 Atualizado em 03/07/2026
Hugo Motta autorizou retomada da segurança por 90 dias em seguida deputada do PSOL responder a revogação
A decisão de retirar a escolta armada da deputada federalista Talíria Petrone (PSOL-RJ) gerou controvérsia na Câmara dos Deputados. A proteção havia sido suspensa em seguida a Polícia Legislativa calcular que a parlamentar frequentou áreas classificadas porquê de “altíssimo risco” no Multíplice da Maré, região da Zona Setentrião do Rio de Janeiro controlada por traficantes e milicianos.
Diante do pedido de revisão apresentado pela deputada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recuou e revogou a decisão nesta quinta-feira (2). A retomada da proteção foi autorizada em caráter extraordinário, com validade de 90 dias contados a partir de 12 de junho.
Leitura
Deputada justifica idas à Maré porquê segmento da agenda solene
O gabinete de Talíria Petrone defendeu que as visitas às comunidades integram compromissos institucionais. Segundo a equipe da parlamentar, uma das idas ao território foi motivada por audiência pública aprovada pela Percentagem de Desenvolvimento Urbano, enquanto outra esteve ligada a eventos promovidos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A deputada reagiu publicamente à perda da segurança:
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— Agora eu não posso ir à favela encontrar lideranças comunitárias ou participar de uma audiência pública aprovada pela Câmara? — questionou.
Histórico de ameaças e participação em programa de proteção
A deputado argumenta que a manutenção da escolta é indispensável. Talíria Petrone é meta recorrente de ameaças vindas de milicianos e possui investigações em curso sobre esse tipo de delito. Ela também integra o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos.
Em vídeo publicado no Instagram, a parlamentar detalhou a sisudez das intimidações que enfrenta há anos:
— Há uma dezena sou ameaçada de morte. Já tive que trespassar por um ano da minha cidade e da minha vivenda com uma filha pequena por conta de um projecto de realização da milícia. Meu endereço e o nome dos meus filhos já foram vazados por grupos supremacistas brancos — disse.
Revogação anterior seguiu a mesma justificativa
Não é a primeira vez que a deputada do PSOL tem a proteção cassada. Em ocasião anterior, Hugo Motta já havia determinado a suspensão da escolta armada com base em relatório da Polícia Legislativa, que concluiu ser inviável prometer a segurança da equipe em locais de risco extremo porquê o Multíplice da Maré. Ainda assim, a parlamentar conseguiu virar a medida novamente.
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