Operação Juros Zero investiga esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores do DF envolvendo BRB, PicPay e Secretaria de Economia
Por ContraFatos 19/06/2026 Atualizado em 19/06/2026
Esquema teria descontado R$ 81,7 milhões dos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Província Federalista
Uma ampla ação judicial deflagrada na manhã desta sexta-feira, 19, mobilizou agentes do Ministério Público do Província Federalista e Territórios (MPDFT) em três estados. Batizada de Operação Juros Zero, a ofensiva mira um suposto esquema de irregularidades na folha de pagamento dos servidores públicos do Província Federalista.
Mandados de procura em três estados
O Recomendação Peculiar do Tribunal de Justiça do Província Federalista e dos Territórios autorizou o cumprimento de 50 mandados de procura e consumição. As diligências ocorrem simultaneamente no Província Federalista, em Curitiba (PR) e na sede do PicPay, em São Paulo. Estão na mira das investigações o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Província Federalista, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações vinculadas ao caso.
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Dirigentes atuais e ex-dirigentes são investigados
Entre os alvos da operação estão atuais e ex-dirigentes das instituições envolvidas. A lista inclui Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que atualmente se encontra recluso.
Descontos irregulares teriam conseguido R$ 81,7 milhões
O ponto meão das investigações envolve descontos considerados irregulares de empréstimos consignados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Província Federalista (GDF). A apuração teve origem em uma inspeção conduzida pelo Tribunal de Contas do Província Federalista (TCDF).
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De negócio com o MPDFT, o PicPay — empresa pertencente aos irmãos Batista — efetuou esses descontos porquê segmento de um serviço de antecipação salarial voltado ao funcionalismo público. O contrato entre a fintech e a Secretaria de Economia do DF foi firmado em setembro de 2024.
Os números revelados pelo tribunal são expressivos. Em 2024, os descontos totalizaram R$ 11,7 milhões. Entre janeiro e agosto de 2025, o valor saltou para R$ 70 milhões. No aglomerado dos dois períodos, o relatório do TCDF aponta que o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos salários dos servidores do GDF.
TCDF identificou propagação atípico nos descontos
O tribunal destacou a existência de um “propagação acentuado e basta volume em novidade modalidade de desconto” aplicado diretamente na folha de pagamento para amortizar o serviço oferecido pelo PicPay. A operação era executada pela BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília.
Desde 2024, exclusivamente o PicPay possuía autorização para realizar descontos compulsórios na folha do GDF. Entretanto, em fevereiro, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos em folha vinculados ao banco do dedo, em razão de irregularidades identificadas na taxa de antecipação salarial.
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