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Sete deputados federais do PSOL e da Rede Sustentabilidade protocolaram neste sábado (30) uma representação na Procuradoria-Universal da República contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, pedindo investigação sobre se os encontros do parlamentar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, configuram delito contra a soberania vernáculo.
A representação foi encabeçada pela deputada Fernanda Melchionna e assinada por Chico Alencar, Duda Salabert, Heloísa Helena, Luiza Erundina, Luizianne Lins e Sâmia Bomfim.
O documento foi apresentado um dia em seguida os EUA anunciarem a classificação do PCC e do Comando Vermelho uma vez que organizações terroristas. Flávio havia se reunido com Trump e Rubio no Salão Oval na terça-feira (26) e afirmado publicamente ter pedido pessoalmente a designação das duas facções.
Os argumentos da representação
No documento, os parlamentares afirmam que a transporte das relações internacionais é cultura privativa do presidente da República, nos termos da Constituição, e que um parlamentar não teria legitimidade para negociar medidas dessa natureza com governos estrangeiros. A peça argumenta que Flávio não estaria protegido pela isenção parlamentar no caso, que cobre unicamente opiniões, palavras e votos relacionados ao tirocínio do procuração.
Os deputados fundamentam o pedido citando reportagens da prelo norte-americana que atribuíram a decisão do governo Trump a meses de “lobby invasivo dos filhos do ex-presidente recluso, Jair Bolsonaro”. Eles também citam declarações públicas do senador em que ele comemorou a inclusão das facções na lista terrorista e afirmou ter atuado para depreender esse resultado.
Os pedidos à PGR
Além da início de sindicância policial federalista para apurar os fatos, os parlamentares pedem que a PGR adote medidas administrativas e cíveis cabíveis e que comunique o TSE sobre o caso, para que o tribunal avalie se houve afronta de poder político ou influência estrangeira com potencial impacto no processo eleitoral brasílico.
A reação de Flávio
O senador não comentou diretamente a representação na PGR até o fechamento desta edição. Em declarações anteriores, Flávio afirmou que agiu dentro de suas prerrogativas uma vez que senador e pré-candidato à Presidência, e que a classificação das facções uma vez que terroristas é uma medida legítima de combate ao delito organizado.
A oposição, por sua vez, classificou a representação uma vez que instrumentalização política do magnificência jurídico contra um pré-candidato.
https://www.conexaopolitica.com.br/politica/deputados-do-psol-e-da-rede-protocolam-representacao-na-pgr-contra-flavio-bolsonaro-por-encontros-com-trump-e-rubio//Manancial/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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