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“Eu fui trinchar o negócio né, daí eu falei: ‘ó Fábio, agora acabou. Porque a mansão por mês a gente gasta em torno de 100 milénio. Portanto, assim, não vai dar mais para ter essas passagens’. Ele falou ‘Ah, eu vou permanecer pedindo para o Cleber e para o Checon’. Eu ri pra caramba. Eu falei: ‘Ué, felicidade para você’”, dizia Roberta no áudio.
No entanto, a lobista não especificou qual imóvel era objeto da conversa. Dados de um processo trabalhista movido por uma ex-funcionária indicam que Roberta mantinha uma mansão em Brasília, frequentemente utilizada por Lulinha e que servia porquê palco de eventos sociais com a presença de políticos.
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Pagamentos milionários e contratos com o governo
O sindicância da PF também identificou que, antes de recontar sobre o diálogo com Lulinha, Roberta havia iniciado a troca de mensagens com Cléber Ribas perguntando quando uma pessoa identificada porquê Freitas faria um repositório de pagamento. A corporação ainda não conseguiu identificar quem é esse Freitas, mas aponta Ribas porquê intermediário dos pagamentos realizados por ele.
Com base em quebras de sigilo, a Polícia Federalista estima que Ribas tenha transferido ao menos R$ 2,5 milhões a Roberta Luchsinger no período entre março de 2024 e dezembro de 2025. Nos diálogos acessados pelo jornal, a lobista menciona repetidas vezes a Ribas que os valores seriam destinados ao custeio de passagens aéreas de Lulinha.
Empresas de Ribas obtiveram dois contratos no valor totalidade de aproximadamente R$ 30 milhões junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, vestimenta que compõe o tecido de fundo das investigações.
O que diz a PF sobre os próximos passos
A própria Polícia Federalista reconhece no sindicância que ainda é preciso aprofundar a investigação para esclarecer com mais precisão o que Roberta quis manifestar no diálogo interceptado. “Entretanto, infere-se que seria costumeiro o pagamento de passagens aéreas a Fábio, e que se esperava que tal fornecimento se encerrasse em virtude do surgimento de outra despesa relacionada a um imóvel”, registrou a corporação.
A conversa integra o sindicância desobstruído para apurar suspeitas de crimes de tráfico de influência envolvendo Roberta, Lulinha e Ribas na Dataprev e em outros órgãos públicos. O caso tem porquê relator no Supremo Tribunal Federalista (STF) o ministro André Mendonça.
O que dizem as defesas
O jurisconsulto Marco Aurélio de Roble, responsável pela resguardo de Lulinha, sustentou que a mansão mencionada por Roberta nas mensagens nunca pertenceu a seu cliente, que teria unicamente se hospedado de forma esporádica no imóvel. Segundo a resguardo, na quadra da conversa interceptada, Fábio já residia na Espanha e possuía também um apartamento em São Paulo.
“Fábio nunca foi sócio da Roberta e a própria Polícia Federalista diz que não pode atestar que haja vínculo formal. Para aliás, o sigilo do Fábio foi quebrado, vazou e a polícia não encontrou um único real sequer dessas empresas nas contas dele”, afirmou Marco Aurélio de Roble.
A resguardo de Roberta Luchsinger informou que não comentará o diálogo e que manterá “o sigilo imposto pelo ministro”, referindo-se a André Mendonça.
Em nota, a resguardo de Cléber Ribas declarou que “não é verosímil comentar sobre supostas mensagens sem entrada prévio aos dados brutos da interceptação telemática ou à totalidade das investigações em curso”. O texto ainda ressaltou que “os vazamentos de trechos selecionados das comunicações e de interpretações feitas a partir desses extratos, todos vagos e descontextualizados, impossibilitam a efetiva atividade defensiva”.
“Reiteramos que os contratos celebrados com o Governo Federalista foram firmados com a mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja”, completou a resguardo de Ribas.
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