Polícia Federalista afirma que lobista Roberta Luchsinger agia em nome de Lulinha, gerando três novos inquéritos no STF sobre tráfico de influência
Por ContraFatos 19/08/2026 Atualizado em 19/08/2026
Novo interrogatório da PF revela que lobista se apresentava porquê representante do rebento do presidente Lula
Um relatório produzido pela Polícia Federalista no contexto de um novo interrogatório envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aponta que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava possuir autorização para atuar em nome do rebento mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Conexão com investigações sobre desvios no INSS
De entendimento com as apurações, Roberta afirmou ser representante de Lulinha durante conversas com Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha. Gaspar é mira de investigação por suspeita de envolvimento em desvios no INSS. Segundo a PF, ele atuava ao lado do empresário Antônio Camilo Antunes, denominado de Careca do INSS, e de Roberta na prospecção de negócios com o governo federalista.
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Três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federalista
Os diálogos identificados pela investigação resultaram na fenda de três novos inquéritos no Supremo Tribunal Federalista, todos voltados a apurar suspeitas de tráfico de influência. O primeiro interrogatório trata de negócios envolvendo o Ministério da Saúde. O segundo investiga possíveis irregularidades na Dataprev. O terceiro abrange a atuação em outra extensão do governo federalista.
A Polícia Federalista solicitou a instauração dos inquéritos no termo de julho, fundamentando-se em provas colhidas durante a investigação sobre os desvios no INSS. Um dos focos da apuração é verificar se Lulinha era sócio oculto de Antônio Camilo Antunes e se Roberta arcou com despesas de viagens do rebento do presidente.
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Pagamentos e despesas de ex-chefe de gabinete da Presidência
As conversas analisadas pela PF também apontam pagamentos de boletos e despesas de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência. Ribeiro declarou ter recebido um empréstimo e afirmou ter quitado R$ 249 milénio. Investigadores identificaram ainda diálogos entre Roberta e Ribeiro relacionados ao caso.
Resguardo de Lulinha reage e acusa PF de motivação eleitoral
A resguardo de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele não responde por declarações feitas por Roberta Luchsinger. O jurista Marco Aurélio de Roble classificou as afirmações da PF porquê “ilações irresponsáveis” e acusou setores da corporação de agir movidos por objetivos eleitorais. O patrono também fez críticas contundentes ao que chamou de vazamentos seletivos de informações sigilosas.
A resguardo de Lulinha declarou ainda que não pode comentar mensagens cuja autenticidade não foi comprovada.
Resguardo de Roberta pede apuração sobre vazamentos
Do lado da lobista, a resguardo de Roberta Luchsinger sustentou que a divulgação de informações do interrogatório prejudica as investigações. Os advogados da empresária pediram que o Ministério da Justiça apure o caso dos vazamentos.
Roberta Luchsinger é conhecida pela proximidade com Lulinha e está no meio das apurações que conectam o rebento do presidente a uma rede de intermediação de negócios com órgãos do governo federalista.
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