Presidente Lula vetou integralmente projeto que permitia reconhecer estágio porquê experiência profissional para concursos públicos e currículos de jovens
Por ContraFatos 11/05/2026 Atualizado em 11/05/2026
Presidente barrou integralmente a proposta aprovada pelo Senado em abril, alegando inconstitucionalidade e risco à finalidade educativa do estágio
O Projeto de Lei nº 2.762/2019, que abria caminho para que o tempo de estágio fosse reconhecido porquê experiência profissional, foi integralmente vetado pelo presidente da República nesta segunda-feira (8). A medida havia sido aprovada pelo Senado em abril e tinha porquê objetivo principal permitir que candidatos a concursos públicos utilizassem o período porquê estagiário para satisfazer exigências de experiência em editais.
Os argumentos por trás do veto presidencial
A decisão de Lula se amparou em pareceres técnicos emitidos pelo Ministério da Ensino, pelo Ministério da Gestão e pela Advocacia-Universal da União (AGU). As três instâncias classificaram a proposta porquê inconstitucional e contrária ao interesse público.
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De contrato com a justificativa divulgada no Quotidiano Solene da União, o governo entende que o estágio possui natureza de ato educativo escolar supervisionado. Equipará-lo a um trabalho formal, na visão do Executivo, desvirtuaria essa finalidade pedagógica. Ou por outra, a proposta poderia comprometer a isonomia nos processos seletivos ao modificar os critérios de avaliação de candidatos em concursos públicos.
Outro ponto sensível foi a questão da autonomia federativa. O texto do projeto previa que a regulamentação ficaria centralizada no Presidente da República, o que, segundo o governo, violaria a independência de estados e municípios para administrarem seus próprios servidores.
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O que a proposta vetada pretendia mudar
O projeto alteraria a Lei do Estágio (Lei nº 11.788/2008) em dois eixos principais:
Reconhecimento formal: O período porquê estagiário passaria a relatar porquê experiência profissional para fins curriculares. A intenção era facilitar o ingresso de jovens no mercado de trabalho, enfrentando a conhecida barreira da “falta de experiência” que atinge recém-formados.
Concursos públicos: O tempo de estágio poderia ser usado porquê título ou para pontuação em processos seletivos do setor público.
O deputado Flávio Nogueira, responsável da proposta, argumentava que a medida contribuiria para reduzir o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos, tira etária particularmente afetada pela exigência de experiência prévia no mercado.
Próximos passos: Congresso pode derrubar o veto
O veto presidencial não encerra definitivamente a questão. Ele será guiado para estudo do Congresso Pátrio. Deputados e senadores têm a privilégio de votar pela manutenção da decisão de Lula ou pela derrubada do veto, o que recolocaria a proposta em vigor. A data para essa votação ainda não foi definida.
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