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“Todo mundo que tem o mínimo de conhecimento de história consegue entender o significado disso. Era claramente um sinal de antissemitismo”, afirmou.
Além do teor antissemita, foram identificados cartazes com ameaças de morte ao deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) e materiais com a frase “Organize o seu ódio”, exibidos dentro da universidade. O grupo que produziu os materiais foi identificado por Beatriz uma vez que ligado à esquerda.
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Varão anotou placa do veículo e proferiu ameaças diretas
Ao transpor do campus depois reivindicar contra os cartazes, Beatriz Darley relatou que um tipo anotou a placa de seu veículo e fez ameaças com tom misógino.
“Ele olhou para mim e falou: ‘Sua ridícula, eu vou encontrar você’. Eu não preciso ser uma grande entendedora de recta para entender que isso é uma prenúncio”, declarou.
A jovem, que revelou estar prenha de três meses, estava acompanhada por outras pessoas — duas mulheres, dois homens e um juvenil menor de idade. Conforme o testemunho, o varão teria seguido o grupo segurando uma garrafa térmica metálica, ao mesmo tempo em que questionava as gravações realizadas no sítio.
Rebento de 6 anos também passou a ser intuito de ameaças
A escalada de intimidação não se restringiu a Beatriz. De conciliação com ela, até seu fruto, de exclusivamente 6 anos, começou a ser ameaçado por terceiros.
“Envolveram uma rapaz. Isso mexeu muito comigo. Eu tenho muito orgulho de ser mãe, mas começaram a ameaçar até o meu fruto”, desabafou.
A denunciante também criticou reações misóginas que recebeu nas redes sociais. Segundo ela, houve quem minimizasse as agressões ou até defendesse a postura do varão que a intimidou pessoalmente: “Disseram que ele fez pouco, que deveria ter vencido em mim”.
Novas oficinas de cartazes depois repercussão do caso
A polêmica não cessou com a primeira denúncia. Beatriz contou que, depois da repercussão inicial ocorrida no final de abril, estudantes ligados à produção dos materiais organizaram uma novidade oficina para confeccionar mais cartazes.
“Depois toda a repercussão, eles prepararam outra produção de cartazes, outra oficina para produzir novos cartazes. E dessa produção saíram mais cartazes antissemitas e com mais discursos de ódio”, afirmou.
Diante desse cenário, o grupo decidiu retornar à UFAM, desta vez escoltado do vereador de Manaus (AM), Coronel Rosses (PL). A presença do parlamentar se deu por receio de que Beatriz, em razão da gravidez, sofresse agressões físicas. O objetivo era exclusivamente registrar os materiais expostos, sem removê-los.
As informações sobre a novidade exposição chegaram por meio de estudantes da própria universidade que discordam dos conteúdos e compartilham imagens e mensagens de grupos internos. Beatriz relatou que muitos desses alunos fazem as denúncias de forma anônima, com susto de suportar represálias dentro do envolvente acadêmico.
Ameaças de morte se intensificaram
As intimidações prosseguiram de forma mais grave. “Mandavam mensagens dizendo: ‘Se vocês forem lá de novo, vocês vão morrer’. Diziam também: ‘Vai lá quando eu estiver que eu vou matar vocês’”, relatou a presidente do PL Jovem Amazonas.
Tentativa de silenciar as denúncias derrubando perfil no Instagram
Horas depois da publicação dos vídeos que mostravam os cartazes no interno da universidade, uma mobilização coordenada nas redes sociais tentou derrubar o perfil de Beatriz no Instagram por meio de denúncias em volume.
“Eles tentaram denunciar meu Instagram em volume. Porquê eles são muitos e nós somos poucos, meu perfil acabou sendo derrubado temporariamente”, relatou.
Ao tentar acessar a conta, ela recebeu uma notificação informando que o perfil havia sido desativado por 180 dias. Em seguida, recorreu à instrumento de recurso da própria plataforma.
“O Instagram informou que minha conta ficaria seis meses fora do ar. Fiz a recurso e, graças a Deus, em menos de três horas o perfil voltou”, afirmou.
Depois o incidente, Beatriz criou uma conta suplente, prevendo que novas tentativas de derrubada possam intercorrer. Outros integrantes do grupo que participaram das denúncias também tiveram seus perfis punidos de maneira semelhante, segundo ela.
Criminação falsa de transfobia uma vez que pretexto
Uma das campanhas organizadas para denunciar o perfil de Beatriz utilizou acusações de transfobia uma vez que justificativa. Para a denunciante, tratou-se de mais uma ação caluniosa.
“Me enviaram prints de uma mulher incentivando as pessoas a denunciarem meu perfil. No texto, ela dizia que eu tinha sido transfóbica”, afirmou, classificando a denunciação uma vez que fake news.
Incongruência entre oração e prática, segundo a denunciante
Para Beatriz, o comportamento dos responsáveis pelos cartazes e das ameaças contraria frontalmente o oração de tolerância e paixão frequentemente defendido por movimentos de esquerda. O incidente, segundo ela, ampliou a sensação de instabilidade diante do que classificou uma vez que uma escalada de ódio nas redes sociais.
“Eles dizem que pregam o paixão e acusam os outros de radicalismo, mas foi exatamente o contrário do que eu vivi. Eu não tenho ódio de ninguém. O que me incomoda é a falsidade. Eles falam de paixão, mas propagam o ódio”, ponderou.
UFAM não se manifestou sobre o caso
Beatriz Darley afirma que a universidade não quis comentar o caso nem com ela, nem com o grupo responsável pelas denúncias. O Quotidiano do Poder entrou em contato com a UFAM e também não obteve respostas até a publicação da material. A reportagem destaca que o espaço segue crédulo para manifestações da instituição.
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https://www.contrafatos.com.br/gravida-e-mae-beatriz-darley-relata-perseguicao-e-ameacas-de-esquerdistas-apos-denunciar-odio-na-ufam//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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