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As acusações de Chirayu Rana contra a executiva
Na primeira versão do processo, Lorna Hajdini, que atua na ramificação de Financiamento Alavancado do banco, é acusada de obrigar o subordinado, que é casado, a praticar “atos sexuais não consensuais e humilhantes” ao longo de meses, mesmo diante de seus pedidos repetidos para que ela cessasse a conduta.
O funcionário afirma que Lorna chegou a comportar tê-lo drogado com Flunitrazepam — substância usada em golpes popularmente conhecidos uma vez que “Boa noite, Cinderela” — em diversas ocasiões. Segundo o documento, a executiva teria repreendido Chirayu enquanto ele chorava durante ato sexual praticado contra a sua vontade.
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“Se você não transar comigo logo, vou arruiná-lo. Nunca se esqueça, você me pertence”, disse Lorna, de consonância com as alegações de Chirayu no processo. O documento aponta ainda que a executiva vinculava uma provável promoção ao desempenho sexual do subordinado.
Início dos abusos: incidente ao lado da mesa de trabalho
Conforme relata a denúncia, logo em seguida os dois começarem a trabalhar juntos em 2024, Lorna deixou desabar sua caneta no pavimento ao lado da mesa de Chirayu — que é de etnia asiática — e, ao se agachar para pegá-la, apalpou uma perna do funcionário e apertou sua panturrilha. “Ah, você jogava basquete na faculdade? Eu adoro jogadores de basquete. Eles me deixam muito excitada”, teria dito a executiva.
Escalada de violência e humilhação
A partir daí, os abusos se tornaram mais graves. Em um dos episódios relatados, Lorna teria arrancado as calças de Chirayu e praticado sexo verbal nele contra a sua vontade, fazendo com que ele chorasse. “Pare de chorar, p****! Você acha que alguém acreditaria em você? Você é um idiota que se acha o sumo, mas nem consegue ter uma ereção para mim? Que m**** é essa?”, teria afirmado a executiva. Logo em seguida, ela o teria ordenado a praticar sexo verbal nela, ignorando os apelos dele para “não me obrigue a fazer isso”.
Outras situações descritas no processo incluem momentos em que Lorna teria obrigado o subordinado a chupar os seus dedos do pé, o empurrado no pavimento e sentado em seu rosto.
Segundo processo traz relato de testemunha
Na ação mais recente, novos detalhes sobre o suposto comportamento predatório de Lorna vieram à tona. Uma testemunha, que aparenta ser amiga da família Rana, relata que, durante uma visitante a Novidade York, foi acordada no meio da noite pela executiva enquanto estava hospedada em um apartamento. Ao tentar voltar a dormir, a testemunha diz que Lorna, “completamente nua”, sentou-se no sofá onde ele estava, acendeu um cigarro e passou a rogar que ele “se juntasse a eles” no quarto.
Mesmo em seguida diversas recusas, a testemunha afirma que Lorna fez uma prenúncio: “Você sabe que eu sou dona de [informação omitida], logo é melhor você vir se juntar a nós.”
Quando a executiva retornou ao quarto, a testemunha diz ter ouvido Chirayu suplicando: “Não, não, não, você tem que ir embora. Eu não vou fazer isso. Por obséquio, pare.”
Mais tarde naquela noite, em seguida Lorna deixar o apartamento, Chirayu, visivelmente aluído, contou à testemunha uma vez que a executiva “o assediava continuamente e o forçava a ter relações sexuais com ela em diversas ocasiões”. Ele teria dito que Lorna o ameaçava com “problemas” caso não cedesse às investidas.
A mesma testemunha afirma ter presenciado Lorna sendo “insinuante” com Chirayu durante um show do DJ norueguês Kygo no Barclays Center, em Novidade York, no mesmo período.
Investigação interna do JPMorgan não encontrou evidências
Fontes ouvidas pelo “NY Post” revelaram que o JPMorgan realizou uma investigação interna que envolveu a estudo de e-mails, registros e dispositivos, mas não identificou nenhuma evidência de irregularidades. Segundo o banco, Lorna cooperou plenamente com a sindicância, ao passo que Chirayu não colaborou.
A instituição financeira alega ainda que Chirayu mentiu sobre a “morte do seu pai” para obter licença remunerada e utilizar o período para preparar o processo contra a executiva. O pai dele, segundo o banco, está muito de saúde.
Na ação judicial, Chirayu acusa o JPMorgan de acobertar os abusos sofridos.
Resguardo de Lorna Hajdini
Por meio de seus advogados, Lorna nega categoricamente todas as acusações, classificando-as uma vez que infundadas. Ela permanece empregada no JPMorgan.
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https://www.contrafatos.com.br/executiva-do-jpmorgan-e-acusada-de-transformar-subordinado-em-escravo-sexual-em-processo-que-corre-em-nova-york//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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