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Fux faz autocrítica e pede coragem para rever veredictos
No texto do voto, Fux fez uma reflexão incomum sobre a urgência de magistrados reconhecerem seus próprios equívocos. O ministro escreveu:
“Os mesmos dias, meses e anos que afligem famílias pela privação do pai, da mãe ou do rebento encarcerado, também amadurecem em nós o tino de humanidade e a coragem de reexaminar nossos próprios veredictos.”
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Ainda no mesmo voto, Fux completou: “Não há vergonha maior para o juiz do que pactuar com o próprio equívoco, pois isso é trair a verdade, degradar a honra humana e macular o pacto constitucional. A humildade judicial é virtude que, mesmo quando tardia, salva o Recta da petrificação e impede que a Justiça se torne cúmplice da injustiça.”
Questionamento sobre a conhecimento do STF para julgar os casos do 8 de Janeiro
Atualmente integrante da Segunda Turma, o ministro reforçou uma posição que vem consolidando desde o julgamento da Ação Penal 2.668, processo no qual Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu primeiro escalão figuraram uma vez que réus. Naquela ocasião, Fux foi o único a votar pela perdão de todos.
Agora, diante do caso de Edinilson Silva, o ministro reafirmou que o Supremo Tribunal Federalista não possui conhecimento para processar e julgar cidadãos comuns envolvidos nos atos do 8 de janeiro.
Os dois motivos apresentados por Fux
Fux rejeitou a tese — acolhida pela maioria dos ministros — de que existiria conexão entre esses processos e outros procedimentos em trâmite no STF, voltados a identificar financiadores e incitadores dos atos, incluindo autoridades públicas com regalia de renda.
Para fundamentar sua discordância, o ministro apresentou dois argumentos centrais. O primeiro deles é que “não restou efetivamente demonstrada a caracterização de qualquer hipótese de conexão prevista no item 76 do Código de Processo Penal”, dispositivo que estabelece as regras sobre a material.
Repercussão do voto e o contexto político
A decisão de Fux ganha relevo no cenário político brasílio por simbolizar uma inflexão rara em que um ministro do STF admite publicamente ter inverídico em julgamento prévio. O caso de Edinilson Felizardo da Silva — um trabalhador réprobo por estar presente no acampamento — tornou-se símbolo das discussões sobre proporcionalidade nas punições aplicadas aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
O voto do ministro reacendeu o debate sobre os limites da atuação do Supremo Tribunal Federalista no julgamento de réus sem renda privilegiado, tema que continua a dividir juristas e a própria elaboração da Incisão.
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https://www.contrafatos.com.br/fux-admite-erro-e-surpreende-ao-pedir-absolvicao-de-reu-do-8-de-janeiro-no-stf//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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