Sobre Saif Abu Keshek, a chancelaria israelense afirmou que ele atuou porquê gavinha de informação entre entidades internacionais participantes das flotilhas e funcionários do Hamas. Keshek também é culpado de ajudar a organização terrorista a “facilitar transferências financeiras e solidar o status operacional das várias organizações envolvidas”.
Ainda conforme o Ministério israelense, Keshek é membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), organização designada porquê terrorista pelos Estados Unidos. O enviado acrescenta que, em março, Keshek e outros ativistas foram detidos pelas autoridades da Tunísia em um caso de lavagem de moeda vinculado à flotilha.
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Interceptação em águas internacionais gerou crise diplomática
De conciliação com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a ação das Forças de Resguardo de Israel (FDI) ocorreu em águas internacionais, enquanto o grupo de ativistas da flotilha Global Sumud navegava em direção à Tira de Gaza. A nota conjunta de Brasil e Espanha sustenta que a conduta israelense violou o recta internacional.
O texto da enunciação solene é decisivo: “Esta ação flagrantemente proibido das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma fadiga ao Recta Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”.
Os dois governos exigiram a libertação imediata dos ativistas e garantias de segurança para os detidos. A organização Global Sumud Flotilla confirmou que os dois cidadãos levados para território israelense foram Thiago Ávila e Saif Abu Keshek.
Histórico de Ávila e posição de Israel sobre a operação
Thiago Ávila já havia sido represado anteriormente por Israel em outras ocasiões envolvendo ações de escora à pretexto palestina. O Ministério das Relações Exteriores israelense informou que 175 pessoas foram capturadas ao todo durante a interceptação da flotilha.
A pasta israelense também revelou que, durante missão anterior da flotilha em 2025, o brasílio “insistiu em prosseguir em direção à Tira de Gaza e rejeitou as propostas diplomáticas apresentadas pelos líderes europeus”.
Ávila está represado sob suspeita de envolvimento em atividades ilegais
Israel decidiu conduzir ambos os ativistas para interrogatório em território israelense. Thiago Ávila está represado sob suspeita de envolvimento em atividades ilegais, enquanto Saif Abu Keshek está recluso sob suspeita de pertencer a uma organização terrorista, conforme anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores do país em suas redes sociais.
Thiago Ávila segura bandeira de Cuba Foto: EFE/ Lorenzo Hernández
Espanha já havia exigido libertação de Keshek
Quando se tornou público que o palestino-espanhol seria guiado a Israel em vez de ser liberado na Grécia — tramontana oferecido aos demais ativistas da flotilha —, o governo espanhol já havia demandado sua soltura imediata, antes mesmo da publicação da nota conjunta com o Brasil.
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