Vídeo satírico com perceptibilidade sintético provocou representação formal no Interrogatório das Fake News
O embate entre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e integrantes do Supremo Tribunal Federalista (STF) atingiu um novo patamar. Um ministro da Galanteio, que preferiu não se identificar, declarou à pilar Radar, da revista Veja, que o caso do presidenciável “pode terminar em prisão“.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Entre no grupo
O vídeo que acirrou a crise entre Zema e o STF
No núcleo da controvérsia está um vídeo satírico publicado por Zema em suas redes sociais. A peça, elaborada com auxílio de perceptibilidade sintético, apresenta dois bonecos que representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes em um diálogo imaginário.
Na encenação, o personagem de Toffoli solicita a anulação da quebra de sigilo de uma empresa vinculada a ele. Já o boneco que representa Gilmar aceita o pedido e, de forma irônica, pede em contrapartida uma cortesia em um resort do qual Toffoli era sócio.
A sátira remete a um incidente real: a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou quebras de sigilo da empresa Maridt, ligada a Toffoli e seus familiares. A empresa teria recebido repasses de um fundo associado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Representação formal e reação de Gilmar Mendes
A publicação do vídeo levou Gilmar Mendes a formalizar uma representação junto ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando a investigação de Zema no contextura do Interrogatório das Fake News. Na peça, Gilmar declarou que o teor “vilipendia não unicamente a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federalista, uma vez que também da minha própria pessoa”.
Zema, também em enunciação à pilar Radar, rebateu as acusações e negou ter ultrapassado qualquer limite:
– Não fiz zero de inexacto. Ministros do STF também estão sujeitos à sátira, inclusive a irônica, uma vez que qualquer varão público – afirmou.
Enunciação polêmica de Gilmar gera repercussão negativa
Na quinta-feira (23), o conflito ganhou uma novidade estrato quando o próprio Gilmar Mendes, ao criticar Zema, questionou se não seria “ofensivo” retratá-lo uma vez que um boneco “homossexual”.
– Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema uma vez que homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando verba no Estado, será que não é ofensivo? É correto distrair com isso? Homens públicos podem fazer isso? – indagou Gilmar, em entrevista ao portal Metrópoles.
A enunciação provocou potente reação negativa, principalmente pela associação entre homossexualidade e alguma coisa ofensivo. Pressionado pelas críticas, o ministro recuou e apresentou desculpas públicas:
– Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma arguição injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está visível – escreveu o ministro.
Resposta dura de Zema nas redes sociais
Romeu Zema reagiu com veemência às falas de Gilmar Mendes. Em publicação em suas redes sociais, o ex-governador acusou o ministro de extrapolar limites e criticou a confrontação feita.
– Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que muito entender. Pode me satirizar à vontade. O que você não pode fazer é confrontar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa invocar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil – disse.
A escalada de tensão entre o presidenciável e o STF ocorre em um contexto de crescentes embates entre figuras políticas e a Suprema Galanteio, com críticas reiteradas e vídeos satíricos publicados por Zema contra a instituição.
Veja também
Alexandre De Moraes,Brasil,críticas,Dias Toffoli,Gilmar Mendes,interrogatório das fake news,perceptibilidade sintético,investigação,ministro,ministros,novo,política pátrio,prisão,Romeu Zema,STF,Supremo,supremo tribunal federalista
https://www.contrafatos.com.br/em-meio-a-tensoes-ministro-do-stf-fala-em-prisao-de-zema//Natividade/Créditos -> INFOMONEY







